Suspeito de matar jovem após brincadeira na piscina se entrega à polícia
Wesley Parente Pereira, o "Bad Boy", se apresentou à Polícia Civil em Porto Nacional com quatro mandados de prisão cumpridos.
Wesley Parente Pereira, de 43 anos, conhecido como "Bad Boy" e suspeito de matar Lucas Rodrigues da Costa, de 21 anos, se apresentou à Polícia Civil em Porto Nacional, na região central do estado, nesta sexta-feira (22). O crime ocorreu após uma "brincadeira na piscina" durante uma confraternização.
Segundo a Polícia Civil, Wesley se apresentou na sede da 7ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC), acompanhado de um advogado. Ele era considerado foragido da Justiça e teve quatro mandados cumpridos. Um adolescente de 17 anos, suspeito de participação no crime, já havia sido apreendido.
O crime
O crime ocorreu no dia 12 de maio de 2025, em uma casa no setor Jardim dos Ipês. Lucas Rodrigues e um homem de 37 anos foram baleados. A segunda vítima sobreviveu após ser socorrida. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o ataque teria sido motivado por um desentendimento entre Lucas e o suspeito, após uma brincadeira na piscina.
Testemunhas relataram que, após os primeiros disparos, um dos envolvidos deixou o local em um carro, mas retornou pouco tempo depois e efetuou novos tiros. Lucas foi internado em estado grave no Hospital Geral de Palmas (HGP), mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia 24 de maio de 2025.
Investigações e antecedentes
Ainda conforme a SSP, Wesley também é investigado por outros homicídios em Porto Nacional, incluindo a morte de Esequiel Araújo Reis, registrada em 18 de abril de 2025, além de outro assassinato na região central da cidade. Contra ele, também havia um mandado de prisão por regressão cautelar. O delegado Wagner Rayelly Pereira Siqueira, responsável pelo caso, afirmou que o suspeito é considerado de alta periculosidade.
Defesa do acusado
Em nota, a defesa de Wesley afirmou confiar na inocência do acusado. Disse ainda que, "em observância aos princípios da boa-fé e da colaboração com a investigação", orientou o cliente a se apresentar voluntariamente, acreditando que a improcedência das acusações será comprovada ao longo do processo.
Wesley permanece preso no sistema prisional do estado. Os inquéritos foram encaminhados à Justiça e seguem para a fase de responsabilização criminal na Vara do Júri de Porto Nacional.
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