Entrar
Empresária foragida é pivô de fraudes de R$ 139 milhões em UPAs de Palmas
Segurança Pública

Empresária foragida é pivô de fraudes de R$ 139 milhões em UPAs de Palmas

Cláudia Fernanda Cândido da Silva teve prisão preventiva decretada por suspeita de envolvimento em esquema que alugou BMW de R$ 228 mil para servidor.

Redação
Redação

foco em informação atualizada e de interesse público

12 de junho de 2026 ·

A empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva está foragida após a Justiça do Tocantins decretar sua prisão preventiva por suspeita de fraudes em contratos de R$ 139 milhões nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Palmas. Ela é apontada como representante da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba, entidade beneficiada pelo contrato com a Secretaria Municipal de Saúde (Semus).

A Polícia Civil divulgou o cartaz de procurado na quarta-feira (10), mesma data em que a secretária de Saúde de Palmas, Dhieine Caminski, e o superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa, foram presos. A defesa de Cláudia Fernanda informou que ela só deve se apresentar após ter acesso ao processo.

Relação com servidor e carro de luxo

Um dos pontos centrais da investigação é a relação da empresária com o superintendente Andreis Vicente da Costa. O Ministério Público indicou que Cláudia alugou uma BMW/X1 S20I M SPORT (ano fab/mod 2025/2026) um dia antes da assinatura da Justificativa de Dispensa de Chamamento Público, documento que dispensou o procedimento licitatório.

O veículo, com custo global de R$ 228.576,00 por dois anos (R$ 9.524,00/mês), supostamente foi entregue ao superintendente. Para os investigadores, o uso do carro, considerado incompatível com a renda do servidor, pode indicar vantagem indevida disfarçada. Relatórios apontam que os dois viajaram juntos para São Paulo durante as investigações.

Outros processos e antecedentes

Cláudia Fernanda já responde a outros processos na capital, incluindo uma ação de improbidade administrativa e um inquérito policial por suspeitas de irregularidades na compra de insumos de saúde. Ela responde pelo desvio de R$ 1 milhão em contratos relacionados ao fornecimento de testes rápidos de Covid-19, em 2020.

O processo tramita na 2ª Vara da Fazenda e Registros Públicos de Palmas e aguarda julgamento desde maio de 2026. A Santa Casa de Misericórdia de Itatiba afirmou que a empresária não representa a instituição.

Próximos passos

A Justiça decretou a prisão preventiva com base na gravidade dos fatos, no alto valor envolvido e no risco de continuidade das práticas investigadas. A decisão menciona que o contrato investigado segue em execução, com repasses milionários. As defesas dos presos informaram que ainda não tiveram acesso completo aos autos.

Deixe seu Comentário
0 Comentários
🍪

Cookies

Nosso site usa cookies para melhorar a experiência do usuário. Ao usar nossos serviços, vocês concorda com a nossa Política de Cookies.