Operação conjunta EUA-Venezuela mata chefe do Tren de Aragua em 2026
Líder da facção venezuelana, Niño Guerrero, morre em ação militar; grupo era classificado como terrorista pelos EUA.</summary>
O chefe da facção criminosa venezuelana Tren de Aragua, conhecido como Niño Guerrero, foi morto em uma operação conjunta entre os Estados Unidos e a Venezuela neste sábado (13). A informação foi divulgada por autoridades dos dois países, que classificaram a ação como um marco no combate ao crime organizado transnacional.
O Tren de Aragua, uma das maiores organizações criminosas da América Latina, havia sido classificado pelos EUA como organização terrorista estrangeira em 2025. A facção atua em tráfico de drogas, armas e pessoas, além de extorsão e assassinatos por encomenda, com ramificações em diversos países da região.
Detalhes da operação
Segundo fontes oficiais, a ação militar foi planejada em conjunto por agências de inteligência americanas e venezuelanas. Niño Guerrero, cujo nome real é Héctor Guerrero Flores, foi localizado em um esconderijo na região fronteiriça entre Venezuela e Colômbia. Após confronto armado, ele e outros membros da facção foram neutralizados.
“A morte de Niño Guerrero representa um duro golpe contra o Tren de Aragua e uma vitória para a segurança regional”, afirmou o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, em comunicado. O governo venezuelano também celebrou a operação, destacando a cooperação bilateral.
Quem era Niño Guerrero
Nascido em 1985 em Maracay, Venezuela, Guerrero era foragido desde 2022, quando escapou de uma prisão de segurança máxima. Ele liderava o Tren de Aragua desde 2018, expandindo suas operações para países como Peru, Chile e Brasil. Em 2023, o governo americano ofereceu US$ 5 milhões por informações que levassem à sua captura.
Especialistas apontam que a facção controlava rotas de tráfico de drogas e armas na América do Sul, além de explorar a migração irregular para os EUA. “Guerrero era um dos criminosos mais procurados do continente”, disse o analista de segurança Carlos Menezes, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Impacto e próximos passos
A operação pode enfraquecer o Tren de Aragua, mas autoridades alertam que a facção ainda tem lideranças regionais ativas. “A morte do líder não significa o fim do grupo, mas cria uma oportunidade para desmantelar suas estruturas”, destacou o secretário de Segurança Pública da Venezuela, Luis Fernández.
Os EUA prometeram continuar apoiando ações contra o crime organizado na região. Enquanto isso, a Interpol foi acionada para rastrear outros membros da facção que possam estar foragidos.
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