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MP denuncia casal por morte de adolescente que dançava em bar no Tocantins

MP denuncia casal por morte de adolescente que dançava em bar no Tocantins

Motivação teria sido ciúmes; jovem de 17 anos foi baleada no pescoço em Palmas em janeiro.

Redação
Redação

foco em informação atualizada e de interesse público

23 de maio de 2026 ·

O Ministério Público do Tocantins (MPTO) denunciou à Justiça o casal Jaqueline Santos Cardoso e Thiago Gonçalves Policena pelo assassinato da adolescente Esmeralda Domingos da Silva, de 17 anos. O crime ocorreu na madrugada de 28 de janeiro deste ano, em uma distribuidora de bebidas no setor Jardim Aureny IV, zona sul de Palmas. A denúncia foi protocolada pela 1ª Promotoria de Justiça da Capital nesta sexta-feira (22).

Segundo o promotor Argemiro Ferreira dos Santos Neto, além do homicídio, o casal também foi denunciado por tentativa de homicídio contra outras duas pessoas que estavam no local. O g1 entrou em contato com a defesa dos acusados, que informou que enviará uma nota de posicionamento sobre a denúncia neste sábado (23).

Fuga e prisão no Pará

Conforme a Polícia Civil, após o crime, o casal fugiu do estado, mas foi preso em flagrante durante um assalto em Santana do Araguaia (PA), no mês de março. Após a identificação e a formalização das prisões preventivas, ambos foram transferidos para o sistema prisional de Palmas.

De acordo com a denúncia do MPTO, o crime teria sido motivado por uma discussão banal e por ciúmes. Testemunhas e investigações apontaram que Jaqueline se irritou ao ver Esmeralda dançando perto de seu namorado, Thiago.

Dinâmica do crime

A denúncia detalha que Jaqueline utilizou uma arma fornecida por Thiago para efetuar os disparos. Antes de atingir Esmeralda no pescoço, a acusada teria tentado atirar contra amigos da vítima, mas a arma falhou em duas ocasiões. Após o crime, o casal fugiu do local em um veículo dirigido por Thiago.

Pedido de indenização e julgamento

O Ministério Público pede que os dois sejam levados a julgamento pelo Tribunal do Júri por homicídio qualificado por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. O órgão também solicita o pagamento de indenização mínima de R$ 100 mil por danos morais.

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