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Justiça aceita denúncia e acusado de matar vigia em shopping vira réu
Segurança Pública

Justiça aceita denúncia e acusado de matar vigia em shopping vira réu

Waldecir José Lima Júnior agora é réu pelo assassinato de Dhemis Augusto Santos, crime registrado por câmeras em Palmas.

Redação
Redação

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6 de junho de 2026 ·

A Justiça de Palmas aceitou a denúncia do Ministério Público contra Waldecir José Lima Júnior, que se tornou réu pela morte do vigia Dhemis Augusto Santos. O crime ocorreu em dezembro de 2025, após uma discussão sobre estacionamento irregular em um shopping da capital tocantinense.

Câmeras de segurança flagraram o momento em que Waldecir atirou contra a vítima. Dhemis foi socorrido e levado ao Hospital Geral de Palmas, mas não resistiu aos ferimentos. O acusado segue preso preventivamente e tem 10 dias para apresentar defesa por escrito.

Discussão e crime

De acordo com a investigação, Waldecir estacionou o carro de forma irregular e foi repreendido pelo vigia. Imagens mostram os dois discutindo próximos a outras pessoas. O acusado aponta a arma para a cabeça de Dhemis, que tenta se desvencilhar. Uma terceira pessoa tenta intervir, mas Waldecir atira na barriga da vítima.

Após o disparo, o vigia cai com a mão no abdômen, enquanto o suspeito permanece com a arma apontada para ele. Em seguida, Waldecir se afasta do local. A arma usada no crime foi apreendida pela 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa ainda em dezembro de 2025.

Prisão após fuga

Waldecir ficou foragido por mais de três meses. Ele foi preso em fevereiro de 2026, na casa da sogra, em Palmas. Segundo o delegado Israel Andrade, o acusado contava com uma rede de apoio que o ajudou a fugir da polícia, passando por várias cidades de Goiás.

"Desde o crime nós estávamos atrás dele. No entanto, ele estava com uma rede de apoio muito grande, tendo evadido o estado, passou por outros estados, outras cidades. Devido a essa rede de apoio que ele tinha, às condições que o cercavam, tornou-se muito difícil. Toda vez que a gente chegava, ele conseguia fugir e não conseguimos prendê-lo com tanta rapidez", explicou o delegado.

A polícia suspeita que ele tenha voltado a Palmas para o aniversário do filho de 12 anos, momento em que foi localizado e preso.

Próximos passos

Na decisão, o juiz da 1ª Vara Criminal de Palmas considerou haver justa causa, com base em provas da materialidade do crime e indícios de autoria extraídos do inquérito policial. Foi determinada a citação do acusado para apresentar resposta à acusação por escrito no prazo de 10 dias.

O juiz também determinou a retirada do sigilo do inquérito policial. Waldecir segue preso preventivamente. O processo avança agora para a fase de pronúncia, etapa em que a Justiça decidirá se ele será levado a julgamento pelo Tribunal do Júri.

A defesa de Waldecir informou à TV Anhanguera que ainda não teve acesso à decisão e, assim que tiver, vai se pronunciar.

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