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Vendedor vende café fiado no trânsito de Araguaína e aposta na honestidade
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Vendedor vende café fiado no trânsito de Araguaína e aposta na honestidade

Empreendedores ex-vaqueiros inovam com pagamento por Pix após o consumo e garantem que confiança nos clientes compensa.

Redação
Redação

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4 de abril de 2026 ·

Dois amigos ex-vaqueiros, Marjesio Carlos e Lucas Sousa, ambos de 25 anos, inovaram no comércio informal de Araguaína, no Tocantins, ao vender café fiado para motoristas no semáforo da Avenida Filadélfia. A iniciativa, que começou recentemente, permite que os clientes consumam a bebida e paguem posteriormente via Pix, com uma placa anunciando "Tome na rua, pague em casa".

O método surpreendeu o professor aposentado José Neuman Miranda Neiva, que registrou a cena e postou nas redes sociais. No vídeo, ele questiona se as pessoas pagam, ao que o vendedor, vestido com chapéu, botas e fivela no cinto — ganhando o apelido de "Cowboy do Café" — responde: "Paga. E quem não pagar Deus compensa".

Confiança como modelo de negócio

Marjesio Carlos garante que vale a pena confiar na boa fé dos clientes e afirma não se preocupar com possíveis calotes. "Nós éramos vaqueiros de profissão, acostumados a morar só em fazendas, e resolvemos arriscar essa ideia na cidade", contou o empreendedor sobre a origem do projeto.

O "Cowboy do Café" atua no semáforo em horários de pico, facilitando a vida dos condutores que passam pelo local. Segundo Marjesio, a aceitação tem crescido: "O pessoal da cidade ainda está se adaptando, mas todo dia aumenta em média dez copos ou mais".

Repercussão e contexto

A ação foi amplamente divulgada após a postagem do professor José Neuman nas redes sociais, chamando a atenção para uma forma incomum de comércio baseada na confiança mútua. A estratégia de pagamento diferido por meio de transferência digital (Pix) reflete uma adaptação de métodos tradicionais de crédito ao contexto urbano e tecnológico atual.

O caso ilustra uma tentativa de empreendedorismo criativo em meio ao comércio informal, comum em várias cidades brasileiras, onde a informalidade atinge mais de 40% da força de trabalho, segundo dados do IBGE. A iniciativa dos ex-vaqueiros segue sem previsão de expansão, mas demonstra sinais iniciais de sucesso na capital do estado.

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