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Veículos do desabamento da Ponte JK podem estar soterrados no Rio Tocantins
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Veículos do desabamento da Ponte JK podem estar soterrados no Rio Tocantins

Operação de resgate foi concluída, mas cinco veículos e três vítimas seguem desaparecidos no local da tragédia.

Redação
Redação

foco em informação atualizada e de interesse público

24 de março de 2026 ·

Cinco veículos que caíram durante o colapso da Ponte Juscelino Kubitschek (JK) em dezembro de 2024 permanecem no fundo do Rio Tocantins e podem estar soterrados por sedimentos. A informação foi confirmada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Três pessoas continuam desaparecidas desde o acidente, que deixou 14 mortos.

O desabamento do vão central da ponte, que liga Aguiarnópolis (TO) a Estreito (MA), ocorreu no dia 22 de dezembro de 2024, pouco antes das 15h. A estrutura cedeu enquanto era atravessada, arrastando veículos para as águas do rio. A tragédia completa completa 1 ano e 3 meses sem que todas as famílias tenham sido indenizadas.

Operação de resgate concluída com obstáculos

A operação para retirada dos veículos submersos foi finalizada em janeiro de 2026. De acordo com o Dnit, todos os veículos que apresentavam condições técnicas para reflutuação foram removidos. No entanto, um caminhão localizado não pôde ser resgatado. "O caminhão que permanece no local não pôde ser retirado, pois se encontra totalmente soterrado, o que inviabilizou qualquer operação segura de remoção", informou o órgão.

Além desse caminhão, três motos e uma caminhonete não foram encontradas pelas equipes. A avaliação do Dnit é que esses veículos também podem ter sido cobertos por sedimentos naturais do rio ao longo do tempo.

Vítimas desaparecidas e buscas suspensas

As três vítimas que seguem desaparecidas são Gessimar Ferreira, Salmon Alves Santos e Lorena Ribeiro. As buscas por seus corpos foram oficialmente suspensas. A Marinha do Brasil informou, em dezembro de 2025, que as operações chegaram ao "limite técnico-operacional" em 29 de janeiro daquele ano.

O Corpo de Bombeiros do Tocantins afirmou que, no momento, as buscas estão paralisadas, mas garantiu que "havendo qualquer novo indício, as equipes retomarão imediatamente as atividades".

Novas imagens reacendem dor e processo judicial

Na semana passada, vídeos inéditos do exato momento do colapso viralizaram nas redes sociais. As imagens foram gravadas pelas câmeras de monitoramento de um caminhão que atravessava a ponte e foram anexadas ao processo judicial que tramita na Justiça Federal. A advogada Melissa Fachinello, que representa empresas e pessoas afetadas, confirmou a origem das filmagens ao g1.

A Polícia Federal (PF) informou que os vídeos integram o inquérito civil sobre o desabamento e que o inquérito policial "permanece em andamento, com diligências investigativas ainda em curso". A divulgação ampliou a dor das famílias. "Nós estamos todos chorando, todos sofrendo, porque justamente o vídeo pega o momento exato da morte dela... Parece que um ano se passou e a dor aumentou", desabafou Amanda Rodrigues, irmã de Lorena Ribeiro, que aparece sendo arremessada em uma moto nas imagens.

Indenizações seguem judicializadas

Nenhuma das famílias das vítimas foi indenizada até o momento. Segundo a advogada Melissa Fachinello, o DNIT não iniciou os pagamentos, nem mesmo aos pescadores afetados. Em nota oficial, o DNIT afirmou que "as demandas relacionadas às indenizações decorrentes do desabamento... encontram-se atualmente judicializadas".

O órgão federal disse que há diversas ações em tramitação e que está em tratativas com a Justiça Federal para realizar mutirões em busca de "soluções consensuais". No entanto, destacou que "não é possível estabelecer uma previsão geral para o pagamento". Os eventuais pagamentos dependerão do andamento processual e ocorrerão por meio de precatórios ou Requisições de Pequeno Valor (RPVs). A Advocacia-Geral da União (AGU) conduz a defesa do DNIT nas ações.

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