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Tocantins registra mais de 1,5 mil ataques de serpentes desde 2024

Tocantins registra mais de 1,5 mil ataques de serpentes desde 2024

Estado contabiliza 200 novos casos apenas nos primeiros três meses de 2026, com maioria das vítimas sendo homens jovens.

Redação
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6 de abril de 2026 ·

O Tocantins registrou 1.593 casos de pessoas picadas por serpentes desde o início de 2024, segundo levantamento da Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO). Apenas nos três primeiros meses de 2026, foram contabilizados 200 novos registros, refletindo um aumento do contato entre seres humanos e animais silvestres em áreas urbanas e rurais.

As vítimas são predominantemente do sexo masculino: 1.205 homens contra 388 mulheres. A faixa etária mais afetada é a de adultos jovens, entre 20 e 40 anos, frequentemente durante atividades laborais ou de lazer.

Hospital de referência e espécies envolvidas

Parte dos atendimentos no estado é realizada no Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (HDT-UFNT), em Araguaína. Em 2025, a unidade atendeu 75 vítimas de acidentes ofídicos.

De acordo com a médica Alexsandra Rossi, do HDT, a maioria dos casos atendidos no hospital foi causada por serpentes do tipo botrópico, como jararaca, jararacuçu, urutu, cotiara, cruzeira e caiçara. Em seguida, aparecem os acidentes não especificados ou por outras espécies, incluindo picadas de cascavel e das cobras conhecidas como corais verdadeiras.

Caso emblemático e orientações em caso de acidente

Uma das vítimas foi o menino Asafe Pereira de Sousa, de 6 anos, picado por uma jararaca na chácara da família em Palmas. Ele precisou ficar internado por 11 dias. Para a mãe, a recuperação foi um "verdadeiro milagre".

Em caso de acidente, a orientação é procurar atendimento médico o mais rápido possível, pois o uso precoce do soro antiofídico reduz o risco de complicações. "Sempre que possível, se for seguro, a identificação da serpente também pode ajudar, mas sem colocar ninguém em risco", alerta a médica Alexsandra Rossi.

A veterinária Jenniffer Rodrigues Fernandes ressalta que as serpentes exercem papel ecológico fundamental, principalmente no controle de roedores. "O correto é acionar o Batalhão Ambiental, a Polícia Ambiental ou o Corpo de Bombeiros, que são treinados para recolher esses animais com segurança", explicou.

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