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Recursolândia e Paranã estão entre as 20 piores cidades do Brasil em qualidade de vida
Política

Recursolândia e Paranã estão entre as 20 piores cidades do Brasil em qualidade de vida

Ranking do IPS 2026 coloca dois municípios do Tocantins entre os piores do país, com notas abaixo de 48 pontos.

Redação
Redação

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20 de maio de 2026 ·

Um levantamento nacional aponta que duas cidades do Tocantins figuram entre as 20 piores do Brasil em qualidade de vida. O ranking do Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, divulgado nesta quarta-feira (20), coloca Recursolândia na 14ª posição e Paranã na 20ª entre os piores municípios do país.

A pesquisa, que analisou todos os 5.570 municípios brasileiros, utiliza 57 indicadores sociais e ambientais para medir a capacidade de cada sociedade de atender às necessidades humanas básicas, garantir bem-estar e ampliar oportunidades. Diferente de índices econômicos, o IPS foca nos resultados diretos entregues aos cidadãos.

Desempenho dos municípios

Recursolândia obteve nota 47,39, ocupando a 14ª colocação entre as piores cidades do Brasil. O município enfrenta desafios críticos em áreas como educação e saneamento básico.

Paranã registrou 47,63 pontos, ficando na 20ª posição. A cidade, que possui o segundo maior território do estado, com 11.217 km², enfrenta dificuldades em indicadores de saúde e infraestrutura urbana.

Dados socioeconômicos

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2022, ambos os municípios apresentam baixa densidade demográfica e forte dependência de recursos externos.

Recursolândia tem população estimada de 3.454 habitantes. Na educação, a escolarização de crianças de 6 a 14 anos é de 96,97%, mas o município ocupa apenas a 133ª posição entre as 139 cidades do estado nesse quesito. No meio ambiente, menos de 1% dos domicílios possuem esgotamento sanitário adequado.

Paranã, com 10.877 habitantes, apresenta 100% de escolarização na faixa de 6 a 14 anos. No entanto, a taxa de mortalidade infantil é de 28 por mil nascidos vivos, uma das piores do estado (26ª posição). O esgotamento sanitário adequado também atinge menos de 1% da população.

Infraestrutura e renda

Ambos os municípios possuem salário médio mensal de 1,6 salário mínimo para trabalhadores formais. Segundo o último censo do IBGE, apresentam 0% de urbanização adequada em vias públicas, ou seja, nenhuma rua conta com bueiro, calçada, pavimentação e meio-fio simultaneamente.

O IPS 2026 reforça a necessidade de políticas públicas focadas em saneamento básico, saúde infantil e infraestrutura urbana para reverter o quadro de baixa qualidade de vida nesses municípios tocantinenses.

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