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Projeto registra onça-pintada na Ilha do Bananal após meses de monitoramento

Projeto registra onça-pintada na Ilha do Bananal após meses de monitoramento

Maior felino das Américas foi flagrado por câmeras na madrugada de 28 de abril, durante patrulhamento de território no Tocantins.

Redação
Redação

foco em informação atualizada e de interesse público

10 de junho de 2026 ·

O projeto "Tucãtins Silvestre" registrou uma onça-pintada (Panthera onca) na Ilha do Bananal, no Tocantins, após meses de monitoramento iniciado em setembro de 2025. O flagrante ocorreu em 28 de abril, por volta de 1h da manhã, horário compatível com os hábitos noturnos da espécie.

As imagens mostram o maior felino das Américas caminhando em seu habitat natural enquanto patrulhava o território. A espécie é considerada fundamental para o equilíbrio ecológico e conservação ambiental.

Importância ecológica da espécie

Como predadora de topo da cadeia alimentar, a onça-pintada ajuda a controlar populações de outras espécies e contribui para a saúde dos ecossistemas. Além da preservação da vida silvestre, sua presença está relacionada à conservação de recursos naturais como qualidade da água, do solo e da biodiversidade.

Classificada como vulnerável à extinção no Brasil, a onça-pintada enfrenta ameaças como perda de habitat causada pelo avanço da fronteira agrícola, desmatamento e queimadas no Cerrado e na Amazônia.

Ameaças e contexto ambiental

No Cerrado, grande parte da vegetação original foi suprimida ao longo das últimas décadas. Na Amazônia, onde está concentrada a maior população contínua da espécie no planeta, o desmatamento continua pressionando as áreas ocupadas pelos animais.

Segundo os responsáveis pelo projeto, o registro é considerado raro e reforça a importância do monitoramento para a preservação da espécie. A onça-pintada é um dos principais símbolos da biodiversidade nacional.

Próximos passos

O projeto "Tucãtins Silvestre" deve continuar o monitoramento na região da Ilha do Bananal, que é a maior ilha fluvial do mundo, localizada no Tocantins. A expectativa dos pesquisadores é ampliar o registro de outras espécies ameaçadas na área.

Mari Silva é integrante do programa de estágio entre o Grupo Jaime Câmara e Universidade Federal do Tocantins (UFT), sob supervisão de Patrício Reis.

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