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Ponte na BR-235 no TO será reconstruída após 18 anos; danos são irreversíveis

Ponte na BR-235 no TO será reconstruída após 18 anos; danos são irreversíveis

Estrutura inaugurada em 2007 por R$ 92,7 milhões apresentou patologias químicas no concreto, segundo laudo do Dnit.

Redação
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20 de julho de 2026 ·

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) anunciou a reconstrução total da ponte sobre o Rio Tocantins, na BR-235, entre os municípios de Pedro Afonso e Tupirama. A decisão foi tomada após um laudo técnico, divulgado nesta sexta-feira (17), apontar danos irreversíveis na estrutura, inaugurada em dezembro de 2007.

De acordo com o Dnit, o concreto das fundações apresenta patologias químicas graves, como a reação álcali-agregado e a formação de etringita tardia. Esses problemas causaram um desgaste definitivo, inviabilizando qualquer reparo. A medida segue as regras do Programa de Reabilitação de Obras de Arte Especiais (Proarte).

Investimento e contexto histórico

Batizada oficialmente de Ponte Prefeito Leôncio Miranda, a estrutura foi construída em parceria entre o Governo do Tocantins e a União. Os registros estaduais indicam um custo total de R$ 92,7 milhões. A obra teve início em 2005, com o estado investindo R$ 30 milhões naquele ano e mais R$ 30 milhões em 2006, enquanto a União garantiu o restante dos recursos.

A construção foi iniciada pelo então governador Marcelo Miranda (MDB) com o objetivo de substituir o transporte por balsas e reduzir os custos de frete para a produção de soja da região. Na época, a área respondia por 20% de toda a produção do estado. Com 1.060 metros de extensão e 24 pilares, a ponte foi considerada a mais extensa do Tocantins, conectando o estado ao Pará e ao Maranhão e facilitando o escoamento de grãos para mercados internacionais, como China e Europa.

Crise estrutural e cronologia dos danos

A crise estrutural se agravou rapidamente entre maio e julho de 2026. Em maio, a ponte foi interditada e o tráfego passou a ser feito por balsas de forma emergencial. Em julho, testes de carga confirmaram os danos permanentes, levando à decisão de reconstrução total. O Dnit informou que avaliará em 15 dias se será possível liberar a passagem apenas para carros e motos, mas a medida depende de reforços de segurança ainda não executados.

Orientações para motoristas

A fiscalização no trecho é realizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Enquanto a solução definitiva não é concluída, os motoristas podem utilizar rotas alternativas divulgadas pelo Dnit. A recomendação é planejar o trajeto com antecedência para evitar transtornos.

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