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Polícia investiga morte de professor indígena e filho após naufrágio no Rio Araguaia

Polícia investiga morte de professor indígena e filho após naufrágio no Rio Araguaia

Criança de 2 anos foi encontrada no dia do acidente; corpo do pai foi localizado dois dias depois.

Redação
Redação

foco em informação atualizada e de interesse público

17 de abril de 2026 ·

A Polícia Civil de Mato Grosso investiga as circunstâncias da morte do professor indígena Juaga Watau Awã, de 22 anos, e de seu filho, Jäegany Werekina Ãwa Iny, de 2 anos. Os dois morreram após a canoa em que estavam virar no Rio Araguaia, na última terça-feira (14). O acidente ocorreu na região de São Félix do Araguaia (MT), município localizado na divisa com o Tocantins.

Segundo informações do Corpo de Bombeiros, a criança foi encontrada sem vida por moradores no próprio dia 14, boiando próximo à margem do rio. O corpo do professor foi localizado apenas nesta quinta-feira (16), a cerca de 1,5 km do local do naufrágio.

Saída para pescar

De acordo com a polícia, pai e filho saíram da Aldeia Santa Isabel, comunidade indígena às margens do rio, com o objetivo de pescar. Após a partida, os dois não foram mais vistos, o que levou familiares a acionarem as autoridades.

A busca pelo corpo de Juaga Watau Awã mobilizou mergulhadores do Corpo de Bombeiros. O corpo foi encontrado a aproximadamente mil metros do ponto inicial dos mergulhos de busca realizados pelos militares.

Luto na comunidade

A Escola Estadual Indígena Maluá, onde o professor atuava, emitiu uma nota oficial lamentando profundamente o ocorrido e prestando solidariedade aos amigos e familiares das vítimas.

O povo Ãwa, ao qual Juaga pertencia, também divulgou um comunicado, destacando o engajamento político e comunitário do jovem. “Nos despedimos de um filho, de um pai, de um jovem cuja caminhada entre nós foi marcada pelo compromisso com sua família, com a educação e com a luta do povo Ãwa”, diz um trecho da nota.

Investigação em andamento

A Polícia Civil não divulgou as possíveis causas do naufrágio. As investigações continuam para apurar todos os detalhes do acidente. A corporação deve colher depoimentos de testemunhas e analisar as condições do barco e do rio no momento do ocorrido.

Casos como este reforçam os alertas sobre os riscos da navegação em rios da região, que podem ter correntezas fortes e condições variáveis, exigindo equipamentos de segurança adequados.

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