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Polícia conclui novos inquéritos contra contadora presa por estelionato no TO

Polícia conclui novos inquéritos contra contadora presa por estelionato no TO

Duas vítimas recentes tiveram prejuízos que somam R$ 42 mil com promessas de empréstimos fraudulentos.

Redação
Redação

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23 de fevereiro de 2026 ·

A Polícia Civil concluiu dois novos inquéritos contra a contadora Dalila dos Santos Silva, de 37 anos, que está em prisão domiciliar desde janeiro, suspeita de aplicar golpes em pequenos empresários de Paraíso do Tocantins. As investigações apontam que ela prometia intermediar financiamentos de alto valor, mas se apropriava das taxas pagas antecipadamente pelas vítimas.

As duas novas vítimas identificadas pela 63ª Delegacia de Polícia tiveram prejuízos de R$ 26 mil e R$ 16 mil, respectivamente. Elas acreditavam estar pagando custos para a liberação de supostos empréstimos de R$ 100 mil e R$ 70 mil.

Novos casos seguem padrão de golpe anterior

De acordo com o delegado-chefe José Lucas Melo, as vítimas procuraram a polícia após tomarem conhecimento da operação Cavalo de Troia, deflagrada em janeiro, e perceberem que haviam sido enganadas da mesma forma. "Com o avanço das investigações foi possível comprovar a continuidade das práticas criminosas, resultando em novos indiciamentos da suspeita", afirmou a polícia em nota.

Os novos inquéritos serão encaminhados ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para as providências legais cabíveis. Em janeiro, a contadora já era suspeita de ter se apropriado de cerca de R$ 40 mil de três empresários que a denunciaram.

Registro profissional já estava suspenso

O Conselho Regional de Contabilidade do Tocantins (CRCTO) informou que o registro profissional de Dalila dos Santos Silva está suspenso desde maio de 2024 por praticar atos irregulares no exercício da profissão. A medida foi tomada antes mesmo das denúncias criminais que resultaram na sua prisão.

Em nota, a defesa da contadora, assinada pelo escritório Medrado & Albuquerque, informou que "somente adentrará ao mérito das acusações no momento processual oportuno, reafirmando, todavia, a inocência da investigada". Os advogados também destacaram a necessidade de respeito ao "direito constitucional à presunção de inocência, ao contraditório e à ampla defesa".

Operação prendeu suspeita em janeiro

A contadora foi presa preventivamente em janeiro durante a operação Cavalo de Troia. Segundo a polícia, o modus operandi consistia em abordar empresários com a promessa de conseguir financiamentos com juros baixos e parcelas acessíveis, cobrando taxas antecipadas para a liberação dos valores, que nunca eram concedidos.

As investigações continuam para apurar se existem outras vítimas na região central do Tocantins. A polícia orienta que pessoas que tenham sido abordadas de forma semelhante procurem a 63ª Delegacia de Polícia de Paraíso do Tocantins para registrar ocorrência.

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