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PM suspeito de agredir ex-namorada tem salário de R$ 19 mil em Tocantins

PM suspeito de agredir ex-namorada tem salário de R$ 19 mil em Tocantins

Caso ocorreu após vítima cobrar dívida de R$ 1,5 mil e envolve oficial concursado desde 2005.

Redação
Redação

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17 de fevereiro de 2026 ·

O segundo-tenente da Polícia Militar Edmar Silva de Araújo, 41 anos, é suspeito de agredir fisicamente a ex-namorada na noite de 14 de fevereiro, em Palmas. O caso foi registrado como violência doméstica após a vítima, Ingrid Gabriele Santos, cobrar uma dívida de R$ 1,5 mil que o policial tinha com a filha dela, que estava internada.

Conforme o portal da transparência, o oficial, concursado desde 2005 e atuante na ajudância-geral como músico, recebe um salário de R$ 19 mil. A Polícia Militar informou que o caso será apurado na esfera administrativa, independentemente das investigações criminais.

Detalhes da agressão e medida protetiva

Segundo o boletim de ocorrência, ao qual o g1 teve acesso, a agressão ocorreu por volta das 23h04 na quadra 604 Norte. Ingrid relatou que, após bater na porta da casa da ex-companheira do PM, onde ele estava, o policial saiu "de forma agressiva, puxando seus cabelos, desferindo um tapa em seu rosto e segurando-a com força e arremessando-a contra a parede". O celular da vítima também foi danificado.

O registro policial aponta que Ingrid possuía uma Medida Protetiva de Urgência contra Edmar Silva de Araújo, expedida em 2025. A PM foi acionada, mas o suspeito não foi localizado no endereço durante as buscas.

Investigação e posicionamentos

O caso está sendo investigado pela 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Palmas. Em nota, a defesa do policial, representada pelo advogado Túlio Brandão, declarou que só poderá se manifestar "de forma completa e precisa" após ter acesso integral aos autos do processo.

A nota da defesa acrescentou: "É importante registrar que a defesa não se confunde com qualquer tentativa de desqualificar a gravidade do tema da violência doméstica, que deve ser enfrentado com seriedade e responsabilidade institucional".

A Corporação emitiu comunicado afirmando que "não compactua com qualquer conduta que viole a legislação ou os princípios éticos da Corporação" e garantiu o cumprimento do devido processo legal.

Contexto do relacionamento e próximos passos

Ingrid Gabriele Santos manteve um relacionamento com o segundo-tenente por três anos. A cobrança da dívida ocorreu devido à necessidade de compra de medicação para a filha, que estava hospitalizada. Com a proposta de defesa apresentada, o caso seguirá para as etapas de instrução processual tanto na esfera criminal quanto na administrativa dentro da PM.

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