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PF mira Cláudio Castro em operação sobre fraudes e propina na Refit no RJ
Política

PF mira Cláudio Castro em operação sobre fraudes e propina na Refit no RJ

Investigação aponta que governador teria sido beneficiado por esquema de corrupção envolvendo empresa de reciclagem.

Redação
Redação

foco em informação atualizada e de interesse público

16 de maio de 2026 ·

A Polícia Federal (PF) cumpre mandados de busca e apreensão nesta sexta-feira (15) contra o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), em uma operação que investiga fraudes e pagamento de propina envolvendo a empresa Refit, de reciclagem de resíduos sólidos.

A ação é um desdobramento de investigações que apontam um esquema de corrupção que teria beneficiado o governador e outros agentes públicos. A PF detalha que houve uma "cooptação integral do estado do RJ" para favorecer a Refit, segundo informações obtidas pela reportagem.

Esquema de propina e "aparelho bomba"

De acordo com as investigações, alvos da operação utilizavam celulares registrados em nome de mortos para dificultar o rastreamento das comunicações, o que a PF classificou como "aparelho bomba". A prática é comum em esquemas de corrupção para ocultar a identidade dos envolvidos.

O esquema teria sido montado para garantir contratos vantajosos para a Refit, com a contrapartida de pagamentos ilícitos a autoridades. A PF não detalhou o valor total das supostas propinas, mas a operação busca aprofundar as provas sobre a participação de Cláudio Castro e de outros investigados.

Defesa de Cláudio Castro

Até a publicação desta reportagem, a defesa do governador Cláudio Castro não se manifestou sobre o conteúdo das investigações. A reportagem tenta contato com a assessoria do governo do estado para comentar o caso.

A operação da PF ocorre em meio a outras investigações que miram aliados do governador, incluindo a análise de supostas irregularidades em contratos públicos. O caso reforça o cerco a esquemas de corrupção no estado do Rio de Janeiro.

Próximos passos

A PF deve apresentar nos próximos dias um relatório detalhado sobre as provas coletadas. Cabe à Justiça Federal decidir sobre possíveis medidas cautelares contra os investigados, como prisões ou afastamento de funções públicas.

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