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PF identifica elo entre reuniões de Castro e Vorcaro com aportes no Master

PF identifica elo entre reuniões de Castro e Vorcaro com aportes no Master

Investigação aponta que encontros com o governador do Rio e o presidente do banco coincidiram com transferências financeiras suspeitas.

Redação
Redação

foco em informação atualizada e de interesse público

27 de maio de 2026 ·

A Polícia Federal identificou uma conexão entre reuniões do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e do presidente do Banco Master, José Vorcaro, com aportes financeiros realizados na instituição. A informação consta em relatório da investigação que apura possíveis irregularidades no banco.

Segundo os investigadores, os encontros ocorreram em datas próximas a transferências de valores para contas ligadas ao Master. A PF agora busca esclarecer se houve contrapartidas ou benefícios indevidos nas relações entre os envolvidos.

Reuniões e transferências

O relatório detalha que, entre janeiro e março de 2026, Castro e Vorcaro se reuniram ao menos três vezes. Em duas dessas ocasiões, foram registrados aportes de R$ 5 milhões e R$ 3,2 milhões no Banco Master, feitos por empresas ligadas a aliados do governador.

“Os encontros não eram públicos e ocorreram em locais reservados, como escritórios e residências”, afirmou um dos delegados responsáveis pelo caso. A PF já solicitou a quebra de sigilos bancário e telefônico dos envolvidos.

Contexto da investigação

O Banco Master está no centro de uma crise financeira que levou o Banco Central a intervir na instituição em abril. Desde então, a PF investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e fraudes contábeis. A relação com políticos, como Castro, amplia o escopo das apurações.

O governador do Rio nega qualquer irregularidade. Em nota, a assessoria de Castro afirmou que “as reuniões foram de caráter institucional e não tiveram relação com aportes financeiros”. Já o Banco Master não se pronunciou até a publicação desta matéria.

Próximos passos

A PF deve ouvir Castro e Vorcaro nos próximos dias. O Ministério Público Federal acompanha o caso e pode abrir inquérito separado se surgirem indícios de crime eleitoral ou improbidade administrativa.

Especialistas apontam que a investigação pode se estender por meses, dependendo da complexidade dos dados financeiros. “A quebra de sigilo será crucial para mapear o fluxo de dinheiro”, avaliou o advogado criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay.

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