Entrar
PF bloqueia R$ 141,7 mi em fraude que superfaturou imóveis rurais em 2.600% no TO
Segurança Pública

PF bloqueia R$ 141,7 mi em fraude que superfaturou imóveis rurais em 2.600% no TO

Ex-funcionário de banco é apontado como líder de esquema que usava dados falsos para obter crédito rural no Tocantins.

Redação
Redação

foco em informação atualizada e de interesse público

9 de junho de 2026 ·

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (9) a Operação Terra Falsa no Tocantins, com o bloqueio de mais de R$ 141,7 milhões e US$ 400 mil (cerca de R$ 2,06 milhões) de um grupo suspeito de fraudar financiamentos rurais.

As investigações apontam que um ex-funcionário de banco, que atuava no setor de agronegócio, é o principal articulador do esquema. Ele utilizava seu acesso privilegiado para inserir dados falsos nos sistemas, cadastrando pessoas comuns como falsos produtores rurais – uma prática chamada de "ruralização artificial".

Como funcionava a fraude

O grupo comprava imóveis rurais e, em prazos extremamente curtos, inflava artificialmente seus valores em até 2.600% nos registros e avaliações. Esses bens superfaturados eram usados como garantia para obter empréstimos de alto valor em linhas de crédito rural.

Segundo a PF, os créditos eram contratados com o objetivo prévio de inadimplemento – ou seja, os valores eram liberados e nunca devolvidos ao banco, enquanto a instituição ficava com garantias que não correspondiam ao valor real de mercado.

O esquema contava ainda com captadores de clientes que se apresentavam como facilitadores de "contatos privilegiados" no banco, condicionando a obtenção de recursos ao pagamento de comissão.

Mandados e bloqueios

A Justiça Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra oito investigados. A PF pediu a prisão preventiva de parte do grupo, mas a 4ª Vara Federal Criminal de Palmas decidiu, neste momento, apenas pelas ordens de busca e apreensão, além do bloqueio e sequestro de bens.

Para garantir o ressarcimento dos danos, foi determinado o bloqueio de ativos financeiros, o sequestro de imóveis, veículos e até rebanhos de animais em nome dos investigados. Carros de luxo também foram apreendidos.

Os investigados não tiveram os nomes divulgados e o g1 não conseguiu contato com a defesa deles. O Banco Itaú foi procurado, mas não se posicionou até a última atualização desta reportagem.

Próximos passos

A Justiça autorizou o acesso a dados de aparelhos eletrônicos e computadores apreendidos para aprofundar a investigação sobre o fluxo financeiro do grupo. A Polícia Federal e o Ministério Público Federal seguem analisando os documentos para identificar outros possíveis envolvidos.

Deixe seu Comentário
0 Comentários
🍪

Cookies

Nosso site usa cookies para melhorar a experiência do usuário. Ao usar nossos serviços, vocês concorda com a nossa Política de Cookies.