Entrar
Paciente denuncia erro médico após ter joelho errado operado em hospital público do Tocantins
Segurança Pública

Paciente denuncia erro médico após ter joelho errado operado em hospital público do Tocantins

Mulher aguarda há mais de um ano por cirurgia corretiva e relata dores intensas enquanto caminha com muletas.

Redação
Redação

foco em informação atualizada e de interesse público

13 de fevereiro de 2026 ·

A dona de casa Maíra Vieira Coelho, vítima de atropelamento em outubro de 2024, denunciou que foi submetida a uma cirurgia no joelho esquerdo por engano no Hospital Geral de Palmas (HGP), no Tocantins, apesar de sua fratura ser no joelho direito. Mais de um ano e cinco meses após o erro, ela ainda aguarda na fila do Sistema Único de Saúde (SUS) para realizar o procedimento correto.

Maíra, que sofreu politrauma no acidente, afirma que os próprios médicos do HGP reconheceram o equívoco, mas a deram alta mesmo assim. "Eles viram que aconteceu o erro lá no HGP mesmo, só que mesmo assim eles me deram alta. Falaram que aconteceu o erro, mas tinha colado, estava colado", relatou a paciente à TV Anhanguera.

Longa espera por cirurgia corretiva

Após receber alta, Maíra buscou atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), onde um novo ortopedista solicitou uma ressonância magnética. O exame confirmou a fratura no joelho direito, e ela foi encaminhada para consulta pré-cirúrgica. Desde então, aguarda uma nova data para operação.

A paciente descreve uma rotina de sofrimento e incerteza. "Indignada com toda essa situação porque eu não durmo à noite, eu sinto dores constantes, dores intensas. Tem um ano e cinco meses eu aqui nessa situação e sem saber quando que eu vou ser atendida. Sem saber se vai agravar mais ainda", afirmou. Em casa, Maíra depende de muletas para se locomover.

Secretaria de Saúde confirma internação, mas não o erro

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO) confirmou que Maíra foi admitida no HGP em outubro de 2024 com quadro de politrauma e passou por "diversos procedimentos cirúrgicos ortopédicos, conforme avaliação médica e protocolos assistenciais".

A pasta, no entanto, não se pronunciou sobre a denúncia do erro médico nem informou quando a cirurgia corretiva no joelho direito será realizada. A secretaria justificou a falta de detalhes citando a Resolução nº 1.638/2002 do Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que impediriam a divulgação de informações do prontuário sem autorização familiar.

O caso levanta questões sobre a segurança do paciente e a agilidade do atendimento na rede pública de saúde do estado, enquanto Maíra Vieira Coelho continua sua espera por uma solução definitiva para o problema.

Deixe seu Comentário
0 Comentários
🍪

Cookies

Nosso site usa cookies para melhorar a experiência do usuário. Ao usar nossos serviços, vocês concorda com a nossa Política de Cookies.