Operação investiga fraude de R$ 2,5 milhões contra empresários do agronegócio
Esquema usava contratos falsos e aquisição de bens de luxo para ocultar a origem do dinheiro ilícito.
A Polícia Civil do Tocantins desarticulou um esquema de falsificação, estelionato e lavagem de dinheiro que causou um prejuízo estimado em R$ 2,5 milhões a empresários do setor do agronegócio. A Operação Fluxo Oculto cumpriu mandados de busca e apreensão simultâneos em Palmas (TO) e Balsas (MA) na última quinta-feira (26).
Os investigados são um ex-representante comercial, de 35 anos, e uma advogada, de 30 anos. A investigação aponta que o esquema utilizava documentos com assinaturas contestadas e comunicações eletrônicas simuladas para firmar contratos fraudulentos em nome de uma indústria de commodities agrícolas.
Como funcionava o esquema criminoso
Segundo as investigações, o ex-representante comercial atuava dentro de uma empresa do setor para firmar os contratos fraudulentos e enganar clientes. A advogada, por sua vez, era responsável pelo recebimento e pela ocultação dos valores ilícitos. "A advogada é apontada como responsável pela parte de recebimento e ocultação dos valores ilícitos, por meio de outras empresas e aquisição de bens de luxo", informou a polícia.
Entre os documentos falsificados está um contrato de compra e venda de soja com indícios de assinatura irregular. O dinheiro desviado era posteriormente lavado por meio da aquisição de bens de alto valor, como imóveis e veículos de luxo.
Bens apreendidos e próximos passos
Durante as buscas, foram apreendidos uma caminhonete avaliada em cerca de R$ 260 mil em Palmas e um veículo de menor porte em Balsas. A polícia também recolheu documentos e aparelhos eletrônicos que serão submetidos à perícia técnica.
O delegado responsável pela operação afirmou que o foco agora é rastrear o caminho do dinheiro. "O material será analisado para identificar a origem e o destino dos recursos, bem como esclarecer a participação de cada investigado na estrutura financeira apurada", explicou. A Justiça já determinou o bloqueio dos R$ 2,5 milhões identificados como prejuízo.
A operação continua para apurar se existem outras vítimas do esquema e qual o valor total do prejuízo causado. Os nomes dos investigados não foram divulgados oficialmente.
Deixe seu Comentário
0 Comentários