Ônibus são usados como barricadas por criminosos na Zona Norte do Rio
Moradores relatam medo e tiroteio intenso durante ação de criminosos na região da Penha.
Criminosos usaram **ônibus** como barricadas para bloquear vias e impedir a ação policial na Zona Norte do Rio de Janeiro, na manhã deste sábado (13). A ação ocorreu na região da Penha, um dos principais complexos de favelas da cidade.
De acordo com a Polícia Militar, agentes do 16º BPM (Olaria) realizavam patrulhamento na região quando foram recebidos a tiros. Em resposta, criminosos interditaram ruas com veículos, incluindo **coletivos**, para dificultar a entrada de viaturas.
Moradores em pânico
Moradores relataram momentos de pânico com o intenso tiroteio. "A gente não sabe para onde correr. É muito tiro. As crianças ficam com medo", disse uma moradora que preferiu não se identificar. Imagens que circulam nas redes sociais mostram fumaça e barricadas em chamas.
O Corpo de Bombeiros foi acionado para apagar os focos de incêndio nos veículos. Até o momento, não há informações oficiais sobre feridos ou presos. A Polícia Civil investiga o caso.
Contexto de violência
A ação criminosa ocorre em meio a uma disputa territorial entre facções na região. A Penha é um dos locais com maior índice de letalidade policial e confrontos armados no estado. Em 2025, o **Instituto de Segurança Pública (ISP)** registrou **mais de 150 mortes** em decorrência de intervenção policial na área.
Especialistas apontam que o uso de ônibus como barricadas é uma tática recorrente de grupos criminosos para paralisar a cidade e pressionar o poder público. "É uma estratégia para demonstrar poder e causar caos", explica o sociólogo e pesquisador de segurança pública, **Carlos Alberto dos Santos**.
Próximos passos
A Secretaria de Segurança Pública informou que reforçará o policiamento na região e que as operações continuarão. A Polícia Militar pede que a população denuncie atividades suspeitas pelo **Disque-Denúncia (2253-1177)**.
O caso serve como alerta para a escalada da violência urbana e a necessidade de políticas públicas integradas para combater o crime organizado.
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