Mulher é presa suspeita de estuprar a própria filha em Wanderlândia, no TO
Suspeita de 40 anos tentou coagir a vítima e foi detida após descumprir medidas protetivas.
Uma mulher de 40 anos foi presa na manhã desta quinta-feira (7) no povoado Vila Cearense, em Wanderlândia, no norte do Tocantins. Ela é investigada pela prática de estupro de vulnerável contra a própria filha.
De acordo com o delegado José Anchieta de Menezes Filho, responsável pelo caso, a suspeita já estava submetida a medidas protetivas de urgência que a proibiam de se aproximar da vítima. No entanto, as investigações apontaram que ela tentou manter contato com a criança na escola e procurou parentes para coagi-los a impedir que a vítima relatasse o ocorrido.
Tentativa de contato frustrada
A polícia informou que a suspeita só não conseguiu manter contato direto com a vítima na unidade de ensino porque foi impedida por funcionários da escola. Atualmente, a criança está sob os cuidados de um lar de acolhimento.
O nome da suspeita não foi divulgado, por esse motivo, o g1 não localizou a defesa.
Investigação e prisão
Com a prisão preventiva, o inquérito policial foi concluído, e o caso agora será enviado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para as providências legais. Após os procedimentos na delegacia, a mulher foi levada ao sistema prisional do estado.
A prisão foi realizada no âmbito da Operação Caminhos Seguros, uma mobilização nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (Senasp). A ação contou com a participação de agentes da 30ª Delegacia de Wanderlândia e da 2ª Divisão de Repressão a Narcóticos (Denarc) de Araguaína.
Contexto
O crime de estupro de vulnerável é previsto no artigo 217-A do Código Penal Brasileiro, com pena de reclusão de 8 a 15 anos. Quando a vítima é filha ou dependente do agressor, a pena pode ser aumentada.
O caso agora segue para análise judicial, e a defesa da suspeita poderá apresentar recursos.
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