Mulher cria perfil falso para difamar ex-colega de trabalho em Goiânia
Suspeita confessou à polícia que agiu por acreditar ter sido prejudicada profissionalmente pela vítima.
Uma mulher foi identificada como autora de um perfil falso usado para difamar uma ex-colega de trabalho em uma loja de roupas de Goiânia. O caso, investigado pela Polícia Civil, ocorreu em novembro de 2025 e ganhou repercussão após clientes do estabelecimento começarem a receber mensagens caluniosas.
A vítima, de 37 anos, registrou um boletim de ocorrência após perceber a campanha de difamação. Durante as investigações, os policiais rastrearam as mensagens e localizaram a suspeita, que confessou o crime. Ela afirmou ter sido motivada pela crença de que foi prejudicada pela colega no ambiente profissional, com o objetivo de causar danos à loja e provocar a demissão da vítima.
Conteúdo das mensagens difamatórias
O g1 teve acesso às conversas enviadas pela suspeita. Em uma mensagem direcionada a uma cliente, ela escreveu: "Ei passando aqui pra te dar um alerta. Tem uma funcionária da [...] que tava dando para seu marido viu. Fica de olho. Perigosa ela. Que ela pega homem casado todos sabem".
Em outra comunicação, enviada diretamente para a loja, a suspeita afirmou: "Destruidora de lar e de família. Adora pegar homem casado. Até cliente casado aí tá pegando. Isso não é bonito para empresa nenhuma e se pega cliente, pode pegar o seu ou da sua mãe. Ela finge de boa moça, mas toda cidade sabe quem ela é".
Para ocultar sua identidade e dificultar a responsabilização, a mulher utilizou dados pessoais de terceiros na criação do perfil falso.
Investigação e alerta das autoridades
O delegado José Lucas Melo, responsável pelo caso, destacou que ações no ambiente virtual deixam rastros. "A Polícia Civil destaca para a população o fato de que tudo que é feito em ambiente virtual deixa registros e, assim, qualquer conduta ilícita ali praticada levará à responsabilização", afirmou.
Melo também alertou para que os cidadãos evitem passar dados pessoais, como documentos e senhas, em conversas com números desconhecidos, prática que facilita a ocorrência de golpes.
Processo judicial encaminhado
Com a conclusão do inquérito policial, a mulher foi indiciada pelos crimes de injúria, difamação e falsa identidade. O caso foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, onde ela responderá judicialmente pelas acusações.
Os nomes dos envolvidos não foram divulgados oficialmente pela Polícia Civil. O g1 não conseguiu contato com a defesa da investigada para obter um posicionamento.
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