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Motorista aguarda há 1 ano e meio por indenização após receber R$ 131 milhões por engano

Motorista aguarda há 1 ano e meio por indenização após receber R$ 131 milhões por engano

Correntista do Bradesco teve saldo corrigido, mas alega cobranças indevidas e danos emocionais após falha bancária.

Redação
Redação

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20 de janeiro de 2026 ·

O motorista Antônio Pereira do Nascimento, de 67 anos, aguarda há um ano e meio uma audiência na Justiça para tentar receber uma indenização do Bradesco. O processo teve início após ele ter recebido, por engano, a quantia de R$ 131.870.227,00 em sua conta corrente em junho de 2023. O correntista, que tem relação com o banco há 25 anos, comunicou o erro imediatamente para que o valor fosse estornado.

A ação judicial, que tramita na 6ª Vara Cível de Palmas, no Tocantins, pede uma indenização equivalente a 10% do valor creditado indevidamente, o que totaliza mais de R$ 13 milhões. A defesa de Antônio fundamenta o pedido no artigo 1.234 do Código Civil, que trata da restituição de coisa encontrada.

Danos alegados e pressão do banco

Segundo a defesa do motorista, o episódio causou danos à sua saúde emocional. Antônio relatou ter sofrido pressão do banco para devolver o dinheiro e afirmou que passou a ser cobrado por tarifas mais altas, enquadrado em um pacote "VIP", após a movimentação indevida. Em uma ocasião, viu R$ 70 serem debitados de sua conta por uma tarifa que não costumava pagar.

"Nunca vi um dinheiro desse na minha vida", disse Antônio Pereira do Nascimento em 2023, quando o caso ganhou repercussão nacional e ele chegou a participar de um quadro do programa "Domingão", da TV Globo. O motorista é pai de quatro filhos e avô de 14 netos.

Andamento processual e posição do banco

A etapa de instrução do processo, que analisa provas e ouve as partes, ainda não tem data marcada. A defesa afirma que, apesar da demora, o caso avança dentro dos prazos legais previstos. A última movimentação registrada no sistema judicial ocorreu em 19 de dezembro de 2025.

Procurado pela reportagem, o Bradesco optou por não se manifestar, alegando que não comenta casos que estão sob análise da Justiça (sub judice).

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