Maternidade em Palmas aplica anticorpo monoclonal contra bronquiolite em bebês
Medicamento oferece proteção direta contra principal vírus causador de internações infantis graves
A Maternidade Dona Regina Siqueira Campos, em Palmas, iniciou nesta semana a aplicação do anticorpo monoclonal Nirsevimabe em recém-nascidos. A ação tem como objetivo proteger os bebês contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador de bronquiolite e pneumonia em crianças.
Conforme a Secretaria de Estado da Saúde (SES), a imunização ocorre de forma imediata para os bebês internados na unidade. Para os recém-nascidos que já receberam alta, nascidos entre agosto e fevereiro, a aplicação deve ser agendada pelo site oficial da prefeitura.
Proteção direta contra o vírus
Diferente das vacinas convencionais, o Nirsevimabe oferece proteção direta contra o VSR. O medicamento atua na prevenção de quadros graves que exigem suporte de oxigênio e internações em Unidades de Terapia Intensiva (UTI).
O diretor do hospital, Fernando Pinheiro, classificou a introdução da medicação como um momento histórico para a unidade. "Estamos ampliando a prevenção e garantindo mais segurança aos nossos recém-nascidos, especialmente os mais vulneráveis", afirmou.
Combate a internações infantis
A mobilização foca no combate ao Vírus Sincicial Respiratório, que é a principal causa de internações infantis por complicações respiratórias no país. A estratégia de imunização com o anticorpo monoclonal é uma ferramenta adicional no calendário de proteção à saúde infantil.
A aplicação do Nirsevimabe representa um avanço na pediatria preventiva, oferecendo uma barreira imediata contra um patógeno responsável por um alto número de hospitalizações sazonais.
Próximos passos e abrangência
A Secretaria de Saúde do Tocantins monitorará os resultados da imunização para avaliar a possibilidade de estender a oferta do medicamento para outras unidades de saúde do estado. A medida visa reduzir a sobrecarga no sistema de saúde durante os períodos de maior circulação do vírus.
O anticorpo monoclonal já é utilizado em outros países e sua incorporação no Brasil segue recomendações de sociedades médicas pediátricas, que destacam seu perfil de segurança e eficácia comprovados em estudos clínicos.
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