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Marido é indiciado por feminicídio após marcar encontro falso com esposa em Araguaína

Marido é indiciado por feminicídio após marcar encontro falso com esposa em Araguaína

Vítima buscava separação e foi atraída para terreno baldio onde corpo foi encontrado em decomposição.

Redação
Redação

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31 de março de 2026 ·

A merendeira Rozália Gonçalves Pereira, de 36 anos, foi assassinada a facadas em janeiro de 2026, em Araguaína, no norte do Tocantins. O corpo dela foi encontrado em estado avançado de decomposição em um terreno baldio no Setor Lago Sul. O marido, Raimundo Gomes da Silva, foi indiciado pelo crime de feminicídio e está foragido da justiça.

As investigações da 2ª Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Araguaína apontam que o crime ocorreu após Rozália pedir a separação. Raimundo, que trabalhava como vigilante, não aceitou o término e, movido por ciúmes, armou uma emboscada para a esposa.

Crime premeditado com perfil falso

Segundo a Polícia Civil, Raimundo suspeitava que estava sendo traído e criou um perfil falso nas redes sociais. Usando essa identidade, ele marcou um encontro com a vítima para o dia 1º de janeiro de 2026. Na data combinada, ele saiu de casa com uma faca, foi ao local e matou Rozália com vários golpes no tórax.

Após o crime, o suspeito abandonou os cinco filhos do casal em casa – quatro deles crianças – e fugiu para o estado do Maranhão. O corpo da merendeira só foi localizado depois que um morador da região chamou a polícia ao sentir mau cheiro e avistar urubus sobrevoando o terreno.

Inquérito e busca pelo foragido

O inquérito policial que indiciou Raimundo Gomes da Silva foi concluído após mais de três meses de investigações. O documento detalha que o assassinato foi motivado pela rejeição ao término do relacionamento. A polícia divulgou um cartaz de procurado e pede que qualquer informação sobre o paradeiro do suspeito seja repassada pelo Disque-Denúncia 197 ou pelo WhatsApp da 2ª DHPP: (63) 3901-7485, garantindo anonimato.

Fernanda Gonçalves, filha da vítima, deu entrevista ao g1 em janeiro e revelou que a última vez que viu a mãe pessoalmente foi no Natal de 2025. No dia em que o corpo foi encontrado, ela tentou repetidamente ligar para o celular de Rozália sem sucesso.

Medo e apelo por justiça

Com o autor do crime ainda foragido, a filha da vítima vive com medo de represálias. "Eu tenho medo porque ele está foragido até hoje. Tenho medo de ele vir atrás de mim, porque ele nunca gostou de mim. E, sinceramente, cadeia é pouco para ele", desabafou Fernanda Gonçalves.

O caso segue sob responsabilidade da 2ª DHPP de Araguaína, que continua os trabalhos para localizar e prender Raimundo Gomes da Silva.

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