Lula é convidado por Trump para 'conselho de paz' em Gaza; Milei também recebeu convite
Presidente brasileiro, que já classificou situação no enclave como genocídio, ainda não deu resposta oficial ao ex-presidente americano.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi convidado pelo ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump para integrar um "conselho de paz" voltado para o conflito na Faixa de Gaza. A informação foi confirmada por fontes próximas ao Planalto neste sábado, 17 de janeiro de 2026. O presidente argentino, Javier Milei, também recebeu um convite semelhante, mas Lula ainda não aceitou formalmente a participação.
A iniciativa de Trump ocorre em meio a um contexto de fortes críticas do governo brasileiro às ações israelenses em Gaza. O presidente Lula já afirmou publicamente que há um "genocídio" em curso no enclave palestino, posição reforçada pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que usou o termo "carnificina" para descrever a situação. A postura brasileira contrasta com a de governos ocidentais tradicionalmente alinhados a Israel.
Contexto das críticas brasileiras e reação internacional
As declarações do governo Lula sobre Gaza geraram fortes reações diplomáticas no início de 2024, incluindo a declaração de persona non grata do embaixador brasileiro em Israel na época. A posição brasileira manteve-se como uma das mais críticas entre as grandes potências emergentes, defendendo um cessar-fogo imediato e uma solução de dois Estados.
Paralelamente ao convite a Lula, o presidente francês, Emmanuel Macron, reagiu neste sábado a ameaças recentes de Trump, que retornou à presidência dos EUA. Macron classificou como "inaceitáveis" as ameaças de imposição de tarifas comerciais contra a Europa feitas pelo líder americano. "Ameaças de tarifas são inaceitáveis e vão contra o espírito de parceria que construímos", afirmou o presidente francês em comunicado.
Outras notícias de impacto no Brasil e no mundo
Em outra frente diplomática e econômica, líderes da União Europeia e do Mercosul assinaram formalmente o acordo comercial entre os blocos, criando a maior área de livre comércio do mundo. O tratado, negociado por anos, prevê a proteção de indicações geográficas, como o champagne francês e o queijo Canastra mineiro, contra imitações. A expectativa é que o acordo barateie produtos como azeite e queijos importados na América do Sul e aumente as exportações de commodities e manufaturados para o mercado europeu.
No cenário doméstico, uma forte tempestade levou a Defesa Civil a emitir um alerta de perigo extremo com toque de sirene em várias regiões. O temporal causou transtornos e mobilizou equipes de emergência. Separadamente, um acidente aéreo no Rio de Janeiro resultou em três mortes após a queda de um helicóptero em Guaratiba, na Zona Oeste da cidade. As causas do acidente são investigadas.
Próximos passos para o convite de Trump
O Itamaraty analisa o convite de Donald Trump, mas ainda não há um posicionamento oficial. A participação de Lula em um fórum organizado pelo ex-presidente americano, cuja política externa para o Oriente Médio durante seu primeiro mandato foi marcada pelo forte apoio a Israel, seria um movimento delicado. Analistas avaliam que a resposta brasileira dependerá da composição final do conselho, de seu mandato concreto e do alinhamento (ou não) com a defesa incondicional de um cessar-fogo e de negociações de paz.
Deixe seu Comentário
0 Comentários