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Justiça afasta mais dois oficiais da PM presos por chacina em Miracema do Tocantins
Segurança Pública

Justiça afasta mais dois oficiais da PM presos por chacina em Miracema do Tocantins

Wallas de Sousa Melo e Wilquer Barbosa de Sousa estão entre os 23 militares presos suspeitos de envolvimento na morte de sete pessoas em 2022.

Redação
Redação

foco em informação atualizada e de interesse público

14 de maio de 2026 ·

A Justiça do Tocantins determinou o afastamento de mais dois oficiais da Polícia Militar suspeitos de participação na chacina que matou sete pessoas em fevereiro de 2022, em Miracema do Tocantins. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta terça-feira (12).

Os majores Wallas de Sousa Melo e Wilquer Barbosa de Sousa estão entre os 23 militares presos na última semana por suspeita de envolvimento no crime. Os novos afastamentos se somam ao do tenente-coronel Douglas Luiz da Silva, que atuava como ajudante de ordens do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos).

A investigação da Polícia Civil aponta que as execuções foram uma represália à morte do policial militar Anamon Rodrigues de Sousa. Segundo a Justiça, o grupo usou a estrutura do Estado, como viaturas, armas e sistemas de comunicação, para monitorar, sequestrar e matar as vítimas.

Funções dos suspeitos na chacina

De acordo com a investigação, o major Wallas de Sousa Melo ficou estacionado em um ponto estratégico e teria orientado a fuga dos executores após os assassinatos. Já o major Wilquer Barbosa de Sousa é suspeito de manipular dados do GPS das viaturas e combinar versões com outros militares para ocultar os locais onde as equipes realmente estavam durante os crimes.

O tenente-coronel Douglas Luiz da Silva é apontado como integrante de uma equipe que utilizou um veículo oficial para permanecer por longo período no local onde três vítimas foram abordadas no loteamento Jardim Buriti. As informações prestadas pelo grupo teriam omitido essa permanência, o que sugere tentativa de ocultar a movimentação.

Sanções e próximos passos

Além das prisões, a decisão judicial impôs sanções rigorosas a todos os 23 presos, incluindo o afastamento imediato das funções públicas, a suspensão da posse e do porte de armas de fogo, a proibição de acesso a unidades policiais e a proibição de contato com a vítima sobrevivente, familiares das vítimas e investigadores.

O afastamento administrativo varia conforme o cargo. Oficiais em funções de confiança, como majores e o tenente-coronel, precisam de dispensa formal via Diário Oficial. Já os demais presos — capitães, sargentos, cabos e soldados — são afastados das funções públicas por ordem da Justiça.

A Polícia Militar reafirmou, em nota, que não compactua com desvios de conduta e que colabora com as investigações conduzidas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público Estadual. A defesa dos militares informou que aguarda acesso integral aos autos para se manifestar.

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