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Ivano Vaz Cunha: histórico de crimes e morte em incêndio em Araguaína
Segurança Pública

Ivano Vaz Cunha: histórico de crimes e morte em incêndio em Araguaína

Condenado por estupro e morte de enteada em 2009, homem de 49 anos morre carbonizado com outra enteada de 19 anos em junho de 2026.

Redação
Redação

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8 de junho de 2026 ·

Ivano Vaz Cunha, de 49 anos, e sua enteada Laiane Cardoso Noleto, de 19 anos, morreram carbonizados em um incêndio em uma residência em Araguaína, no Tocantins, no dia 3 de junho de 2026. O caso é investigado pela Polícia Civil, que apura a suspeita de que o fogo tenha sido provocado intencionalmente. Ivano possuía um histórico criminal grave, incluindo uma condenação pelo estupro e morte de outra enteada em 2009.

O incêndio ocorreu por volta das 17h, quando vizinhos ouviram um forte barulho de explosão vindo do interior da casa. O Corpo de Bombeiros encontrou os dois corpos carbonizados em um dos quartos: Laiane estava debaixo de um guarda-roupa, enquanto Ivano estava sobre os destroços de uma cama. Ambos estavam sem roupas na parte inferior do corpo.

A perícia apreendeu um galão com vestígios de gasolina no local, o que reforça a suspeita de crime. O material foi enviado para análise no laboratório de criminalística.

Histórico criminal de Ivano Vaz Cunha

Em 2007, Ivano atropelou e matou uma pessoa enquanto dirigia uma carreta em Araguaína, fugindo do local sem prestar socorro. Ele alegou posteriormente que teve medo de linchamento. O caso gerou um processo que tramitou por anos, com audiências realizadas até 2025.

Em 2009, Ivano foi condenado a 35 anos de prisão em regime fechado pelos crimes de estupro, homicídio qualificado e incêndio contra sua enteada Layla Athyla Maranhão Vales, de 19 anos. Segundo a denúncia, ele a estuprou e asfixiou, e depois ateou fogo ao corpo e à residência da família para ocultar o crime. Poucas horas após o crime, ele se apresentou a uma emissora de TV local, onde foi preso pela Polícia Civil.

Progressão de regime e trabalho externo

Em outubro de 2018, o Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO) concedeu a remição de 170 dias da pena por dias trabalhados. Em dezembro do mesmo ano, Ivano conseguiu a progressão para o regime semiaberto. O monitoramento eletrônico por tornozeleira foi instalado somente em 2023.

Posteriormente, ele obteve autorização judicial para realizar trabalho externo como vendedor e motorista, podendo se deslocar por todo o estado do Tocantins durante o dia, com a obrigação de se recolher à residência no período noturno.

Condenação por atropelamento em 2025

Em dezembro de 2025, a Justiça do Tocantins condenou Ivano a dois anos e oito meses de detenção, em regime aberto, pelo homicídio culposo no atropelamento de 2007. O juiz determinou a suspensão da habilitação para dirigir por oito meses. Ivano solicitou a devolução da CNH, alegando que era essencial para seu trabalho, mas o pedido foi negado.

Investigação do incêndio de 2026

A Polícia Civil investiga a semelhança do crime de junho de 2026 com o de 2009. A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) apura se o incêndio foi provocado intencionalmente. A Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju) informou que todas as violações de regras registradas pela tornozeleira eletrônica foram comunicadas ao Poder Judiciário, mas que a aplicação de punições é prerrogativa exclusiva dos juízes.

Próximos passos

A perícia analisa o galão com vestígios de gasolina e outros materiais coletados no local. A Polícia Civil aguarda os laudos para concluir a investigação e decidir sobre possíveis indiciamentos. O caso reacende o debate sobre o monitoramento de presos em regime semiaberto e a eficácia do sistema de tornozeleiras eletrônicas.

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