Governador do TO comete infração gravíssima ao ultrapassar em local proibido durante gravação oficial
Wanderlei Barbosa foi flagrado em vídeo publicitário realizando manobra ilegal sobre ponte; outros dois políticos aparecem sem cinto.
O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos), foi flagrado cometendo uma infração de trânsito considerada gravíssima durante a gravação de um vídeo oficial para anunciar obras. As imagens, publicadas na sexta-feira (20), mostram o político realizando uma ultrapassagem sobre uma linha amarela contínua na ponte do Rio Tocantins, próximo a São Salvador do Tocantins.
Dentro do veículo oficial, também estavam o presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto), Amélio Cayres (Republicanos), e o presidente da Câmara Municipal de Palmas, Marilon Barbosa (Republicanos), irmão do governador. Ambos aparecem nas filmagens sem utilizar o cinto de segurança, o que configura outra infração.
Infração e penalidades previstas
De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), ultrapassar em locais com linha amarela contínua ou sobre pontes é uma infração gravíssima. A penalidade para essa manobra, considerada uma das mais perigosas por ser causa comum de colisões frontais, inclui sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e multa de R$ 1.467,35, valor que pode ser multiplicado.
Já o transporte de passageiros sem cinto de segurança é classificado como infração grave, com multa de R$ 195,23 e a perda de cinco pontos na CNH.
Contexto da gravação e silêncio das autoridades
No vídeo em que a infração foi registrada, Wanderlei Barbosa anunciava com orgulho a assinatura de uma ordem de serviço no valor de mais de R$ 18 milhões para a reconstrução de trechos da rodovia estadual. “Ainda não sabemos como está o estado total dessa rodovia, mas vamos deixá-la reconstruída e pronta para o uso, da mesma maneira que vai para Paranã”, afirmou o governador.
O g1 solicitou posicionamento ao Governo do Estado, à Câmara Municipal de Palmas e à Assembleia Legislativa do Tocantins sobre o ocorrido, mas não obteve retorno de nenhuma das partes até a última atualização desta reportagem.
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