Gerente suspeito de desvio de R$ 100 mil é alvo de operação policial no TO
Funcionário de empresa de locação orientava clientes a pagarem em conta pessoal, segundo investigação da Polícia Civil.
A Polícia Civil do Tocantins cumpriu, nesta quinta-feira (26), um mandado de busca e apreensão na casa de um gerente suspeito de desviar mais de R$ 100 mil da empresa de locação de transporte onde trabalhava. A operação ocorreu em Paraíso do Tocantins, na região central do estado.
Durante a ação, foram apreendidos diversos itens de valor, incluindo uma bicicleta avaliada em mais de R$ 50 mil. O nome do investigado não foi divulgado pelas autoridades, e a defesa do funcionário não foi localizada para comentar o caso.
Esquema de desvios via PIX
Segundo o delegado Bruno Monteiro Baeza, responsável pelo caso, a investigação começou após uma denúncia da própria empresa. O esquema consistia em o gerente orientar os clientes a realizarem pagamentos diretamente em sua conta pessoal, alegando problemas no sistema da empresa.
Até o momento, as transferências identificadas via PIX somam mais de R$ 92 mil, mas o prejuízo total pode ultrapassar a marca de R$ 100 mil, conforme apuração policial.
Estilo de vida incompatível
A polícia identificou que, durante aproximadamente quatro anos, o funcionário, que recebia um salário mensal de R$ 10 mil, passou a ostentar um padrão de vida que não condizia com sua renda declarada. A investigação aponta para a possibilidade de os desvios terem financiado esse estilo de vida.
A ordem judicial foi deferida pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Paraíso. Além dos bens apreendidos, a polícia solicitou e obteve da Justiça o bloqueio de valores em contas bancárias do investigado e a apreensão de seus dispositivos móveis de comunicação.
Investigações em andamento
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que as investigações continuam. A operação foi conduzida pela equipe da 62ª Delegacia de Polícia (DP) e contou com apoio técnico e operacional da 6ª Divisão de Combate ao Crime Organizado (6ª DEIC - Paraíso).
Os itens apreendidos poderão ser utilizados para o ressarcimento dos prejuízos causados à empresa vítima do suposto golpe.
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