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Filhas são indiciadas por feminicídio após verem mãe como "embaraço" no TO

Filhas são indiciadas por feminicídio após verem mãe como "embaraço" no TO

Investigação aponta que dependência financeira teria motivado assassinato de empresária de 55 anos em dezembro.

Redação
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10 de abril de 2026 ·

Déborah de Oliveira Ribeiro, 32 anos, e Roberta de Oliveira Ribeiro, 30 anos, foram indiciadas pela Polícia Civil do Tocantins pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver. O pai das acusadas, José Roberto Ribeiro, 58 anos, foi indiciado por eliminar provas para atrapalhar as investigações. O caso ocorreu no município de Peixe, a 286 km de Palmas.

As investigações, concluídas em 1º de abril de 2026, apontam que as filhas viam a mãe, a empresária Deise Carmem de Oliveira Ribeiro, 55 anos, como um "embaraço". De acordo com o delegado responsável, a dependência financeira das filhas em relação à mãe, que mantinha o padrão de vida da família, teria sido o principal motivo para o crime.

Planejamento e execução do crime

No dia 26 de dezembro de 2025, Deise foi levada pelas filhas para uma área rural de Peixe, sob o pretexto de fazer compras. Lá, foi assassinada a facadas e teve seu corpo jogado no Rio Santa Tereza. A vítima foi dada como desaparecida, e seu corpo foi encontrado boiando no rio no dia 1º de janeiro de 2026.

Antes do crime, as filhas compraram um celular e o cadastraram no nome da mãe. O aparelho foi usado para enviar mensagens a familiares, se passando por Deise, com o objetivo de criar a falsa narrativa de que ela teria ido embora por vontade própria e, assim, atrasar as buscas.

Indiciamentos e situação processual

Déborah e Roberta foram presas preventivamente em fevereiro de 2026 e seguem encarceradas. O caso foi enquadrado como feminicídio por ter ocorrido no contexto de violência doméstica e familiar. José Roberto, que segundo o relatório policial não teve participação direta no homicídio ou na ocultação do cadáver, foi solto e responderá ao processo em liberdade.

A defesa técnica dos três investigados emitiu nota afirmando que recebeu o relatório final "com absoluta serenidade", mas que o documento possui "lacunas fundamentais" e carece de "lastro probatório técnico" em diversos pontos. A defesa destacou que a autoridade policial admitiu não ter elementos para vincular José Roberto aos crimes principais, limitando seu indiciamento à suposta supressão de mensagens digitais.

Próximos passos

Com a conclusão do inquérito policial, o caso segue para o Ministério Público do Tocantins, que analisará as provas e decidirá se oferece denúncia contra os indiciados. A defesa informou que tomará "todas as medidas legais cabíveis" para assegurar o contraditório e a ampla defesa no âmbito judicial.

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