Família denuncia agressão a aluno de 14 anos após bullying em escola do Tocantins
Adolescente precisou levar quatro pontos no olho após ser socado por colega dentro da sala de aula, segundo boletim de ocorrência.
A família de um adolescente de 14 anos registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil do Tocantins após o jovem ser agredido por um colega dentro de uma sala de aula no Centro de Ensino Médio Antônio Póvoa, em Dianópolis. O caso ocorreu na última segunda-feira (30), durante o horário de aula, após uma situação de bullying.
A polícia solicitou um exame pericial para apurar os fatos, cujo resultado ainda não foi divulgado. Segundo a denúncia, o jovem teria levado tapas na cabeça e socos na região do olho esquerdo.
Ferimentos graves e histórico de violência
A ficha de atendimento de urgência do hospital local, obtida pela reportagem, apontou que o adolescente apresentava edema, hematoma e lesão com "sangramento ativo" na pálpebra inferior do olho esquerdo. Devido à gravidade do corte, ele precisou levar quatro pontos no ferimento.
Em entrevista ao g1, a engenheira civil Hemily Guimarães, irmã do adolescente, afirmou que a agressão não foi um fato isolado. "Meu irmão sofre bullying, não é de hoje, é desde quando ele entrou. Ano passado, inclusive, foi pior ainda. Ele foi agredido por três alunos na frente da escola", relatou. Ela disse que, na ocasião anterior, o irmão ficou quase 60 dias sem ir à escola e reprovou o oitavo ano.
Sobre o episódio recente, Hemily descreveu: "Foi tão grave que ele levou quatro pontos. Hoje, ele amanheceu muito ruim, não está conseguindo enxergar direito do olho". A família informou que o jovem deve passar por um exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML).
Resposta da Secretaria de Educação
Em nota, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) informou que, ao tomar conhecimento do episódio entre dois estudantes do 8º ano, adotou medidas imediatas. A escola aplicou o protocolo de segurança e prevenção à violência escolar e os responsáveis foram chamados.
A pasta afirmou que a situação "foi resolvida no âmbito escolar" e que o estudante responsável pela agressão foi suspenso por três dias. O Conselho Tutelar foi acionado e a equipe multiprofissional da Superintendência Regional de Dianópolis fará acompanhamento social e psicológico.
A Seduc esclareceu que o incidente aconteceu no retorno do intervalo, quando o professor ainda entrava na sala, e que o profissional agiu imediatamente ao perceber a situação. A nota também afirmou que não há registro, por parte da escola, de episódios anteriores de bullying entre os envolvidos.
Andamento do caso
O g1 procurou a Secretaria de Segurança Pública (SSP) para questionar sobre o andamento das investigações policiais, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. A Seduc reforçou em sua nota que "não tolera qualquer forma de violência no ambiente escolar".
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