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Estudante de medicina homenageia pais sobreviventes de câncer em cerimônia do jaleco
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Estudante de medicina homenageia pais sobreviventes de câncer em cerimônia do jaleco

Antônio Júnior usou camisa com frase sobre luta contra a doença durante formatura simbólica em Araguaína (TO).</summary>

Redação
Redação

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23 de maio de 2026 ·

Uma homenagem emocionante marcou a cerimônia do jaleco de um estudante de medicina em Araguaína, no norte do Tocantins. Antônio Júnior Arrais, de 32 anos, chamou os pais para vestirem a peça nele enquanto exibia uma camisa com a frase: "O câncer tentou, mas não levou este momento". O gesto simbolizou anos de luta da família contra a doença.

O caso ganhou repercussão nas redes sociais após a cerimônia, realizada em fevereiro de 2026. A mensagem na camisa fazia referência direta à trajetória da família, marcada por três diagnósticos de câncer nos últimos anos. Antônio iniciou a faculdade de medicina no mesmo mês, mas foi durante os momentos mais difíceis da doença que ele começou a desenhar o próprio futuro.

Três diagnósticos em quatro anos

O pai de Antônio, Antônio Arrais Bezerra, foi diagnosticado com linfoma não Hodgkin em 2021 e voltou a enfrentar a doença em 2023, quando também teve câncer de pele. Já a mãe, Maria de Jesus, recebeu o diagnóstico de câncer de mama em 2024.

"Deixei o meu trabalho em segundo plano, passei a trabalhar em home office quando dava. Meus gerentes foram muito compreensíveis e meus clientes também", lembrou Antônio, que na época trabalhava para uma instituição financeira.

Dedicação integral à família

Entre exames, viagens e cuidados com os pais, o estudante colocou a própria rotina em segundo plano para acompanhar a família. Ele pesquisava sobre os tratamentos e participou diretamente dos cuidados de ambos, inclusive durante viagens para Barretos (SP), onde a família era atendida no Hospital de Amor.

A dedicação chamou a atenção até de médicos, que chegaram a questionar se ele já atuava na área da saúde. Para a mãe, essa postura sempre indicou o caminho que o filho seguiria. "Ele nasceu para ser médico", afirmou Maria de Jesus.

Antônio relaciona a escolha da profissão à vivência com a doença dentro de casa e ao aprendizado que teve ao acompanhar de perto cada etapa do tratamento. A experiência também deixou marcas emocionais profundas. Para ele, o maior impacto não foi apenas a doença, mas o medo da perda.

Momentos de tensão e superação

Durante o tratamento, a família enfrentou situações de tensão. Em uma das sessões de quimioterapia do pai, ele passou mal dentro do hospital. A mãe relembra que entrou em desespero, mas viu o filho assumir o controle da situação. "Ele segurou o pai com calma, tentou me acalmar, ligou para o Samu e ficou estimulando ele. Meu filho é muito forte", disse.

Situação atual e acompanhamento

Atualmente, a situação da família é de acompanhamento constante. Maria de Jesus está em remissão após passar por cirurgia e radioterapia. Já o quadro do pai é considerado uma vitória pela medicina, segundo o filho. "Meu pai é uma incógnita, todos os linfonodos que estavam ativos sumiram", contou Antônio.

Apesar da rotina normal que levam hoje, a vigilância continua. A cada seis meses, os pais viajam para Barretos (SP), onde realizam exames de rotina no Hospital de Amor para garantir que a doença permaneça sob controle.

Box explicativo: O linfoma não Hodgkin é um tipo de câncer que se origina no sistema linfático, responsável pela defesa do organismo. Já a remissão é a redução ou desaparecimento dos sinais e sintomas da doença, podendo ser parcial ou completa.

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