Estudante de medicina homenageia pais sobreviventes de câncer em cerimônia do jaleco
Jovem emocionou ao escolher os pais, que venceram a doença, como padrinhos em Araguaína; mãe relata orgulho e superação.
O estudante de medicina Antônio Júnior Arrais, de 32 anos, emocionou familiares e colegas ao homenagear os pais, ambos sobreviventes do câncer, durante a Cerimônia do Jaleco em Araguaína, no norte do Tocantins. O evento, realizado recentemente, ganhou repercussão nas redes sociais após o jovem compartilhar o momento de gratidão e luta familiar.
A mãe, dona Maria de Jesus, diagnosticada com câncer de mama em 2024, e o pai, Antônio Arrais Bezerra, que enfrentou um linfoma não Hodgkin em 2021 e um câncer de pele em 2023, foram escolhidos como padrinhos da cerimônia. A superação da doença marcou o evento, com Júnior vestindo uma camiseta com a frase: “o câncer tentou, mas não levou este momento”.
Trajetória de luta e dedicação
Em entrevista ao g1 nesta segunda-feira (18), dona Maria de Jesus contou que ficou impactada com a homenagem. “Eu olhei para o lado, os colegas deles chorando, ele muito emocionado. Olhei para a parte em que ficam os pais, as pessoas estavam chorando muito. Sei que poderia não ter acontecido isso, poderia ter sido uma história diferente, mas não foi... Nós conseguimos estar presentes”, relatou.
Ela destacou que o filho abdicou da própria vida para acompanhar os pais durante o tratamento em Barretos (SP). “Ele cuidava da gente, de todos os agendamentos, e eu tenho certeza de que ele nasceu para ser médico”, afirmou.
Viralização e significado do jaleco
Para Júnior, a homenagem simbolizou a “materialização de uma luta coletiva”. “Lutamos juntos. Tínhamos aprendido a lutar juntos. Ele [o jaleco] carrega a dor, a fé, as lágrimas, as orações e a força da minha família. Aquele momento representa que o câncer não tirou isso de nós”, disse o estudante.
Atualmente, dona Maria de Jesus está em remissão (quando não há sinais da doença). Já o quadro do pai é considerado uma “vitória da medicina”, pois os linfonodos ativos desapareceram. A família mantém vigilância, viajando a São Paulo a cada seis meses para exames de rotina.
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