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Estudante de medicina celebra Cerimônia do Jaleco com pais que venceram câncer
Política

Estudante de medicina celebra Cerimônia do Jaleco com pais que venceram câncer

Jovem de 32 anos escolheu pai e mãe como padrinhos em rito de passagem em Araguaína; ambos foram diagnosticados com a doença.

Redação
Redação

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15 de maio de 2026 ·

O estudante de medicina Antônio Júnior Arrais, de 32 anos, celebrou a Cerimônia do Jaleco com o pai e a mãe, ambos diagnosticados com câncer recentemente. O rito ocorreu na sexta-feira (8) em um evento de uma faculdade em Araguaína, região norte do estado. O jovem escolheu os pais para serem seus padrinhos e eles colocaram o jaleco no filho.

Antônio compartilhou o momento em suas redes sociais e a história ganhou repercussão. No vídeo publicado, o jovem está acompanhado dos pais e veste uma camiseta preta com a frase: "o câncer tentou, mas não levou este momento". Na legenda, ele escreveu: "Lutamos juntos. Ele [o jaleco] carrega a dor, a fé, as lágrimas, as orações e a força da minha família".

Diagnósticos e tratamento dos pais

Em entrevista ao g1, Antônio explicou que seu pai, Antonio Arrais Bezerra, foi diagnosticado com dois tipos de câncer: linfoma não Hodgkin e um de pele. O primeiro diagnóstico chegou em 2021 e o segundo em 2023. A mãe, Maria de Jesus, foi diagnosticada com câncer de mama em 2024.

"O linfoma pode se manifestar e se tornar agressivo, é super imprevisível, ele ficou em estado crítico, fez quimioterapia e ficou bem, porém teve uma crise no final de 2024 e retiramos um linfonodo. Minha mãe está em remissão, fez a retirada e radioterapia e só acompanha. Meu pai é uma incógnita, todos os linfonodos que estavam ativos sumiram", explica o estudante.

Luta e gratidão

O jovem conta que os momentos de luta da família para combater as doenças se transformaram em gratidão. "Lutamos juntos. Tínhamos aprendido a lutar juntos. Aquele momento representa que o câncer não tirou isso de nós. Quem convive ou já conviveu com o câncer sabe que o maior medo não é apenas a doença, mas a possibilidade de perder quem amamos", finaliza.

Segundo Antônio, os pais seguem uma vida normal e de seis em seis meses viajam para Barretos, em São Paulo, para acompanhamento e exames de rotina.

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