Espanhola Aena vence leilão do Galeão com lance de R$ 2,9 bilhões
Consórcio liderado pela empresa espanhola garantiu a concessão do aeroporto do Rio por 30 anos após disputa acirrada.
A empresa espanhola Aena, em consórcio com a brasileira Aports, venceu o leilão do Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (30). O grupo apresentou o lance vencedor de R$ 2,9 bilhões, superando a oferta de R$ 2,8 bilhões do consórcio formado pela Zurich Airport e pela CCR. A concessão será por 30 anos.
O leilão, realizado na B3, em São Paulo, marcou a reprivatização do principal terminal aéreo do Rio. O edital previa um valor mínimo de outorga de R$ 1,45 bilhão. A expectativa do governo federal é que o novo concessionário invista R$ 4,8 bilhões em melhorias no aeroporto durante o período do contrato.
Disputa acirrada e expectativas para o Galeão
O certame atraiu dois consórcios qualificados, indicando o interesse do mercado em um ativo estratégico. O vencedor, Aena, é a maior operadora aeroportuária do mundo por número de passageiros e já atua no Brasil administrando os aeroportos do Nordeste no bloco que inclui Recife, Maceió, João Pessoa, Aracaju, Juazeiro do Norte e Campina Grande.
O diretor-geral da Aena Brasil, Santiago Yus, comemorou o resultado. "É um aeroporto emblemático, com um potencial enorme. Temos um plano robusto de investimentos para devolver ao Galeão o protagonismo que ele merece", afirmou após a disputa.
Contexto da concessão e próximos passos
A concessão do Galeão faz parte do programa de desestatização do governo federal, que busca atrair investimentos privados para modernizar a infraestrutura aeroportuária do país. O aeroporto, que chegou a ser operado pela Infraero e depois pela Changi Airports International em uma concessão anterior, enfrenta desafios como a necessidade de ampliação e modernização de suas instalações.
Com a homologação do leilão pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o consórcio vencedor terá um prazo para assumir a operação. Os compromissos incluem aumentar a capacidade anual do terminal para 30 milhões de passageiros e melhorar a experiência dos usuários, com foco em eficiência operacional e sustentabilidade.
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