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Dino proíbe novas leis que garantam 'penduricalhos' fora do teto salarial

Dino proíbe novas leis que garantam 'penduricalhos' fora do teto salarial

Ministro da Justiça veta criação de benefícios remuneratórios que burlem o limite constitucional de gastos com servidores.

Redação
Redação

foco em informação atualizada e de interesse público

19 de fevereiro de 2026 ·

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, determinou a proibição da criação de novas leis que garantam os chamados "penduricalhos" fora do teto constitucional de gastos com pessoal. A medida visa coibir a criação de vantagens remuneratórias que burlem o limite estabelecido pela Constituição para despesas com servidores públicos.

A decisão foi tomada por meio de um parecer vinculante da Advocacia-Geral da União (AGU), atendendo a uma consulta do governo federal. O entendimento é que a criação de novos benefícios que onerem os cofres públicos, sem a devida contrapartida orçamentária e fora do teto, viola o regime fiscal.

Contexto do "ciclo vicioso" nos Correios

A medida ocorre em um momento em que empresas estatais enfrentam crises financeiras agravadas por despesas com pessoal. Os Correios, por exemplo, admitiram publicamente estar em um "ciclo vicioso de prejuízos" devido à perda massiva de clientes, um quadro que especialistas associam, em parte, a uma estrutura de custos inflexível.

O parecer da AGU, agora endossado pelo Ministério da Justiça, serve como diretriz para todos os órgãos da administração pública federal, impedindo que novas legislações criem ou ampliem vantagens que não estejam dentro do limite constitucional.

Impacto político e expectativas do governo Lula

A decisão de Dino tem repercussão política imediata. Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já esperam um impacto negativo nas pesquisas de opinião após o desfile da escola de samba Viradouro, que homenageou a trajetória do Mestre Ciça. Analistas avaliam que a medida de contenção de gastos, embora técnica, pode ser mal recebida por parcelas específicas do funcionalismo, em um momento de sensibilidade política.

O governo busca equilibrar a responsabilidade fiscal, exigida pelo mercado e pelo Congresso, com as demandas de sua base de apoio. A proibição dos "penduricalhos" é vista como um movimento para fortalecer a credibilidade da gestão econômica, ainda que possa gerar atritos internos.

Defesa da indústria criativa e outros contextos

Enquanto isso, em outra frente, a indústria criativa do Brasil defende a necessidade de diálogo com empresas de inteligência artificial sobre o uso de conteúdos protegidos por direitos autorais. O tema ganha relevância global com o avanço das ferramentas de IA generativa.

Em paralelo, problemas operacionais afetam serviços financeiros, como a queda do sistema PIX do Itaú, que gerou uma onda de reclamações de clientes nas redes sociais nesta quinta-feira (19).

O parecer da AGU que embasa a decisão do ministro Flávio Dino deve ser publicado no Diário Oficial da União nos próximos dias, formalizando a orientação para todos os poderes. A expectativa é que a medida trave a aprovação de projetos de lei em tramitação no Congresso que criem novas despesas obrigatórias com pessoal fora do teto, um movimento que vinha sendo criticado por técnicos do Tesouro Nacional e do Ministério da Fazenda.

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