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Desaparecimento de Laura Vitória completa 10 anos sem respostas em Palmas

Desaparecimento de Laura Vitória completa 10 anos sem respostas em Palmas

Caso da menina de 9 anos que saiu para compras e nunca mais foi vista segue sob investigação sigilosa da polícia.

Redação
Redação

foco em informação atualizada e de interesse público

14 de janeiro de 2026 ·

O desaparecimento de Laura Vitória Oliveira da Rocha completa uma década nesta sexta-feira (9) sem que a polícia tenha solução para o caso. A menina, que tinha 9 anos em 2016, saiu de casa para ir a um supermercado na região sul de Palmas (TO) e nunca mais foi vista. As investigações, agora sob responsabilidade da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), tramitam em sigilo.

A família da criança viveu uma segunda tragédia um ano após o sumiço, quando a mãe biológica de Laura, Sione Pereira de Oliveira, foi assassinada a tiros por um policial penal durante uma discussão em uma distribuidora de bebidas.

Últimos momentos registrados em câmera

Laura Vitória foi captada pelas câmeras de segurança do supermercado às 11h17 do dia 9 de janeiro de 2016. Menos de três minutos depois, imagens mostram a menina saindo do estabelecimento com uma sacola na mão. Esse foi o último registro visual da criança. Na época, familiares e voluntários realizaram buscas extensivas em matas e imóveis abandonados da região, sem sucesso.

Em 2018, uma ossada que seria de uma criança foi encontrada em um matagal entre o setor Lago Norte e a TO-010. O material foi encaminhado para exame de DNA, mas a polícia nunca divulgou publicamente se os restos mortais pertenciam a Laura ou a outra vítima.

Linhas de investigação e suspeitos

As investigações já seguiram diferentes rumos. Em 2016, um suspeito chegou a ser preso, mas foi liberado por falta de provas. Um ex-namorado da mãe de Laura também foi ouvido e liberado. Em 2018, a polícia considerou a hipótese de o desaparecimento ter ligação com o tráfico de drogas, já que o pai da menina cumpria pena por esse crime na Casa de Prisão Provisória de Palmas na época.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou ao g1 que o caso "tramita em sigilo" e, por isso, não é possível divulgar detalhes do que já foi apurado. As investigações permanecem ativas sob a responsabilidade da Dracco.

Outra tragédia familiar: assassinato da mãe

Em 15 de setembro de 2017, Sione Pereira de Oliveira, mãe de Laura, foi morta a tiros dentro de uma distribuidora no Jardim Aureny III, zona sul da capital. O crime, conforme a polícia na época, ocorreu após uma discussão. Também morreu no local Weliton Pereira Barbosa, e um homem ficou ferido.

O autor dos disparos foi o policial penal Robson Dante Gonzaga Santana, concursado desde 2017 e que atuava na Unidade Penal de Palmas. Em 2025, ele foi condenado a mais de 18 anos de prisão pelos assassinatos, com pena que inclui a perda do cargo público. Testemunhas no processo relataram que o acusado chegou ao local portando arma, dizendo ser policial e que "alguém morreria naquela noite".

Robson se apresentou à delegacia no mesmo dia com a arma do crime, alegando legítima defesa após ter sido agredido. A Justiça considerou, na sentença, que ele cometeu o crime sob efeito de bebida alcoólica. Não há informações oficiais que liguem a morte da mãe ao desaparecimento da filha.

Busca por respostas continua

Completados 10 anos, o caso de Laura Vitória permanece como um dos mais emblemáticos desaparecimentos do Tocantins. A SSP reiterou que as investigações seguem em andamento, mas a falta de informações públicas sobre os avanços mantém a família e a comunidade sem respostas sobre o paradeiro da menina.

O g1 solicitou informações à Secretaria de Cidadania e Justiça para confirmar se o policial penal condenado pelo assassinato da mãe já foi exonerado, e aguarda retorno.

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