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Datafolha: Flávio lidera em SP com 37%; Lula tem 33% e Renan, 5%

Datafolha: Flávio lidera em SP com 37%; Lula tem 33% e Renan, 5%

Pesquisa aponta vantagem de 4 pontos do governista sobre o ex-presidente em São Paulo, com cenário de polarização e terceira via distante.

Redação
Redação

foco em informação atualizada e de interesse público

23 de agosto de 2026 ·

Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (22) mostra o cenário da corrida presidencial em cinco estados e no Distrito Federal. Em São Paulo, o governador Flávio Dino (PSB) lidera com 37% das intenções de voto, seguido por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 33%, e pelo senador Renan Calheiros (MDB), que aparece com 5%.

O levantamento, realizado em parceria com o g1, aponta uma vantagem de quatro pontos percentuais do governista sobre o petista no maior colégio eleitoral do país. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, o que coloca os dois principais candidatos em empate técnico.

Em outros estados pesquisados, o cenário também reflete a polarização nacional, mas com variações regionais. No Rio de Janeiro, Lula e Flávio aparecem numericamente empatados, enquanto em Minas Gerais e na Bahia o ex-presidente mantém vantagem. No Distrito Federal, o governista lidera com folga.

Campanha no Rio e propostas para segurança

Neste sábado (22), Lula e Flávio fizeram campanha no Rio de Janeiro e defenderam propostas para a segurança pública. O ex-presidente prometeu "tirar os bandidos do território" sem "matar 100, 200", em referência a operações policiais com alto índice de letalidade. Já Flávio afirmou que "marginais" têm até dezembro para "meter o pé do Brasil", em tom de endurecimento do discurso.

As declarações acirram o debate sobre o modelo de segurança pública no país, em um momento em que a violência urbana é uma das principais preocupações do eleitorado. Especialistas ouvidos pelo g1 apontam que as propostas dos dois candidatos refletem visões opostas sobre o papel do Estado no combate ao crime.

Mobilização de famílias e alerta para vacinação

A campanha de sábado também mobilizou famílias em diversas capitais, com eventos voltados para a base eleitoral. Ao mesmo tempo, candidatos e especialistas alertaram para a baixa cobertura vacinal no Brasil, que voltou a cair nos últimos meses. O tema ganhou relevância na agenda eleitoral, com propostas de reforço do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e campanhas de conscientização.

Dados do Ministério da Saúde mostram que a cobertura de vacinas como a tríplice viral e a poliomielite está abaixo da meta de 95% em mais da metade dos municípios brasileiros. A situação é considerada crítica por epidemiologistas, que temem surtos de doenças já erradicadas no país.

Eleitorado e próximos passos

A pesquisa Datafolha também avaliou a rejeição dos candidatos e o potencial de crescimento de cada um. O levantamento completo, com todos os estados e o Distrito Federal, está disponível no g1, que lançou uma ferramenta com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e páginas para todos os candidatos.

Com a aproximação do primeiro turno, marcado para outubro, os candidatos intensificam a agenda de campanha e buscam consolidar alianças. O próximo debate presidencial está previsto para a semana que vem, e novas pesquisas devem ser divulgadas nos próximos dias.

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