Dança Suça de Natividade é reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do TO
Manifestação de herança afro-brasileira e quilombola ganha proteção legal para preservação e difusão no estado
A Dança Suça, manifestação cultural e religiosa originária de Natividade, na região sudeste do Tocantins, foi reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado. A medida foi oficializada pela Lei nº 5.064, de 16 de julho de 2026, publicada no Diário Oficial do Estado.
A legislação reconhece a Dança Suça como uma expressão da herança afro-brasileira e quilombola do povo tocantinense. Segundo o texto, o objetivo é valorizar, preservar e difundir a manifestação como parte da identidade cultural do Tocantins.
O que é a Dança Suça
Presente em comunidades tradicionais e quilombolas da região sudeste do estado, a Dança Suça reúne cantos, batuques, passadas e saias longas e rodadas. Grupos de susseiros promovem apresentações e eventos que contribuem para a valorização e a educação patrimonial.
A tradição é mantida principalmente em Natividade, onde é ensinada às crianças e jovens como forma de preservação cultural. A dança tem raízes na cultura afro-brasileira e é considerada uma das manifestações mais representativas da região.
Impacto do reconhecimento
O reconhecimento como patrimônio cultural imaterial representa, na prática, a possibilidade de fortalecimento da identidade cultural e de criação de políticas de salvaguarda e valorização da tradição. A nova lei entrou em vigor na data de sua publicação.
Com a medida, o estado poderá desenvolver ações específicas para proteger e difundir a Dança Suça, incluindo incentivos para grupos culturais e programas de educação patrimonial nas escolas da região.
A Dança Suça é mais uma manifestação cultural do Tocantins a receber o título de patrimônio imaterial, reforçando a diversidade cultural do estado e a importância das tradições quilombolas na formação da identidade tocantinense.
Deixe seu Comentário
0 Comentários