CPMI rejeita relatório que pedia indiciamento de Lulinha; veja como votaram
Comissão Parlamentar Mista de Inquérito arquiva pedido de indiciamento do filho do ex-presidente Lula por 11 votos a 10.
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) rejeitou, neste sábado (28), o relatório final que pedia o indiciamento de Luís Cláudio Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A votação terminou com 11 votos contra e 10 a favor do documento, arquivando a proposta.
A comissão foi instalada para investigar supostos crimes de maus-tratos e tortura. O relatório, de autoria do senador Eduardo Girão (Podemos-CE), pedia o indiciamento de Lulinha por supostos crimes contra a administração pública. A rejeição do texto encerra os trabalhos desta CPMI sem novas recomendações ao Ministério Público.
Como cada parlamentar votou
A votação foi apertada e seguiu majoritariamente a orientação partidária. Votaram a favor do relatório e do indiciamento os seguintes parlamentares: Eduardo Girão (Podemos-CE), Magno Malta (PL-ES), Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Damares Alves (Republicanos-DF), Clarissa Tércio (PP-PE), Alan Rick (União-AC), Júnior Evangelista (Podemos-RO), Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ), Paulo Bilynskyj (PL-SP), e um voto adicional da base governista.
Votaram contra o relatório os parlamentares: Rogério Carvalho (PT-SE), Zenaide Maia (Pros-RN), Humberto Costa (PT-PE), Weverton Rocha (PDT-MA), Paulo Paim (PT-RS), Jorge Kajuru (PSB-GO), Otto Alencar (PSD-BA), Cid Gomes (PSB-CE), Eliziane Gama (PSD-MA), Jader Barbalho (MDB-PA) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB).
Contexto e próximos passos
A CPMI dos Maus-tratos foi instalada em 2025 e investigou diversas denúncias. Com a rejeição deste relatório, não há novas medidas a serem tomadas pela comissão, que tem seu trabalho encerrado. O arquivamento não impede que novas investigações sobre o caso sejam abertas por outros órgãos, como o Ministério Público Federal, com base em provas independentes.
O caso investigado envolvia alegações de que Lulinha teria usado sua influência para obter vantagens indevidas. A defesa do filho do ex-presidente sempre negou todas as acusações, classificando-as como politicamente motivadas.
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