CPI dos Maus-tratos aprova relatório final com 10 indiciamentos após sessão tumultuada
Sessão da comissão parlamentar terminou com agressões físicas entre deputados durante votação que quebrou sigilos.
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Maus-tratos aprovou, nesta quinta-feira (26), seu relatório final, que indicia dez pessoas por supostas irregularidades. A sessão, no entanto, foi marcada por violência, com parlamentares trocando socos e empurrões no plenário.
O relatório, aprovado pela maioria dos membros da CPI, inclui a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de Carlos Henrique Rodrigues da Silva, conhecido como "Lulinha", filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A investigação apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Violência e tensão durante a votação
Vídeos registram o momento exato em que a discussão entre deputados escalou para uma briga física, com agressões mútuas no recinto da comissão. A sessão precisou ser interrompida temporariamente para restabelecer a ordem.
Em meio ao tumulto, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques autorizou que os irmãos do também ministro Dias Toffoli não compareçam para depor na CPI. A decisão atende a um pedido de habeas corpus impetrado pela defesa.
Investigações sobre o Caso Master e operação policial
O relator da CPI, deputado Fábio Costa (PL-AL), afirmou que as investigações também apuram se o empresário Lúcio Antônio Funaro, conhecido como "Vorcaro", utilizou uma empresa da família Toffoli para operações de lavagem de dinheiro no chamado Caso Master.
Paralelamente, em operação da Polícia Federal no Rio de Janeiro, foi preso o bicheiro Adilson José de Almeida, o "Adilsinho". O superintendente da PF no estado, Carlos Henrique Oliveira, o descreveu como "o mais sanguinário dos bicheiros". Um policial militar lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Complexo do Alemão foi preso na mesma operação, acusado de ter ligações com o bicheiro.
Crise no Will Bank e premiação científica
Fora do âmbito da CPI, clientes do Will Bank enfrentam problemas com contas bloqueadas, situação que a instituição financeira atribui a um suposto sequestro de dados. Usuários relatam impossibilidade de acessar seus recursos.
Em evento separado, o Prêmio Jovem Cientista homenageou iniciativas voltadas para o enfrentamento da crise climática, destacando pesquisas brasileiras inovadoras na área ambiental.
Deixe seu Comentário
0 Comentários