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Coronel do Exército condenado por trama golpista é preso no Tocantins
Segurança Pública

Coronel do Exército condenado por trama golpista é preso no Tocantins

Fabrício Moreira de Bastos cumprirá prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica após condenação do STF.

Redação
Redação

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27 de dezembro de 2025 ·

A Polícia Federal (PF) cumpriu, neste sábado (27), dez mandados de prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica contra réus condenados pela trama golpista. No Tocantins, a prisão foi do coronel do Exército Fabrício Moreira de Bastos, detido em sua residência em Palmas.

Fabrício foi condenado em 18 de novembro pela primeira turma do Supremo Tribunal Federal (STF), junto com outros nove integrantes do chamado Núcleo 3 da organização criminosa. O grupo foi considerado responsável pelo planejamento de ações violentas, incluindo o assassinato de autoridades.

Condenação e reação da defesa

O coronel foi sentenciado a 16 anos de prisão pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

A defesa do militar contestou a decisão. O advogado Marcelo Cordeiro afirmou que a decretação da prisão é "mais uma conduta arbitrária e ilegal do ministro do Supremo Tribunal Federal", argumentando que não há fundamentação que justifique a medida. Segundo ele, o cliente "não ofereceu nenhum risco ao andamento do processo".

Operação nacional e medidas cautelares

Além do Tocantins, a operação da PF atingiu réus nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Goiás, Bahia e no Distrito Federal, contando com apoio do Exército Brasileiro em parte das diligências.

De acordo com a PF, além da prisão domiciliar, foram impostas medidas cautelares como a proibição de uso de redes sociais, o veto a contatos com outros investigados, a apreensão de passaportes, a suspensão de documentos de porte de arma e a proibição de visitas.

Atuação na trama golpista

Conforme informações publicadas pelo jornal O Globo e confirmadas ao STF, Fabrício Moreira de Bastos era integrante das Forças Especiais do Exército, os "kits pretos". Ele confirmou a existência de uma carta destinada a oficiais, com o objetivo de pressionar o alto comando da Força a aderir à trama.

Em seu interrogatório, o coronel admitiu ter atuado encaminhando a carta a outros militares para angariar apoio. Ele declarou receber ordens de um superior e classificou o documento como "muito mal escrito", que deveria ser entendido como um "desabafo" dos oficiais responsáveis.

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