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Confronto com tráfico no TO deixa quatro mortos e apreende meia tonelada de cocaína

Confronto com tráfico no TO deixa quatro mortos e apreende meia tonelada de cocaína

Operação de inteligência que durou dez dias resultou na prisão de um piloto com histórico criminal e na fuga de seis suspeitos.

Redação
Redação

foco em informação atualizada e de interesse público

24 de fevereiro de 2026 ·

Um confronto entre policiais e suspeitos de tráfico internacional de drogas terminou com quatro mortos no sudeste do Tocantins, entre os municípios de Paranã e São Salvador, no domingo (22). A ação faz parte de uma ofensiva mais ampla das forças de segurança, que também resultou na apreensão de meia tonelada de cocaína, duas aeronaves e na prisão de um piloto na zona rural de Dueré.

O piloto preso foi identificado como Max Jhonny Saraiva Silva Melo. Ele foi detido em flagrante no sábado (21) após pousar um monomotor Cessna 210 em uma pista clandestina e teve a prisão convertida em preventiva após audiência de custódia. Seis pessoas foram presas por tráfico de drogas em Alvorada em operação relacionada.

Inteligência e infiltração na mata

A operação que resultou no confronto foi resultado de um trabalho de inteligência que durou dez dias. Agentes da Polícia Militar de Goiás permaneceram infiltrados na mata densa, dormindo em redes e sob chuva, para monitorar a movimentação do grupo criminoso. No local, entre Paranã e São Salvador, foi descoberto um galpão com dezenas de galões de combustível e buracos no chão, usados para esconder drogas e abastecer aviões em voos de longa distância.

Durante a tentativa de abordagem, houve um intenso confronto armado. Quatro suspeitos de tráfico morreram no local, e outros seis conseguiram fugir para a mata. Um vídeo obtido pela TV Anhanguera mostra os corpos sendo transportados em uma caminhonete da Polícia Militar do Tocantins até o Instituto Médico Legal (IML) de Natividade.

Piloto preso com histórico criminal

Na operação em Dueré, o piloto Max Jhonny Saraiva Silva Melo foi preso. Segundo a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), a aeronave teria decolado da fronteira com a Bolívia. No momento da abordagem, os agentes encontraram no avião um adesivo da Bolívia, fardos de comida e um GPS com registros de rotas internacionais.

Max Jhonny possui um vasto histórico criminal, com passagens e condenações por roubo e crimes contra o sistema financeiro. Em sua mochila, foram encontradas porções de cocaína, folhas de coca e valores em moeda estrangeira, incluindo dólares, bolívares e pesos colombianos. Um detalhe técnico ajudou a confirmar sua ligação com o crime: seu aparelho celular conectou-se automaticamente à rede de internet via satélite instalada na aeronave.

Defesa contesta narrativa e cerco continua

A defesa de Max Jhonny Saraiva Silva Melo, em nota ao g1, informou que "os fatos ainda se encontram em fase inicial de apuração e não podem ser analisados sob a ótica meramente superficial das circunstâncias da prisão". A defesa afirmou que há elementos relevantes que demonstram que a situação é mais complexa e que está adotando todas as medidas legais cabíveis para o esclarecimento dos fatos.

O cerco policial continua nesta segunda-feira (23), com o apoio da Polícia Militar do Tocantins, que busca localizar dois ou três fugitivos que ainda estariam na região. Até a última atualização desta reportagem, os corpos dos quatro suspeitos mortos no confronto ainda não haviam sido identificados.

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