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Comissão aprova projeto que cria incentivo financeiro para compra da primeira arma

Comissão aprova projeto que cria incentivo financeiro para compra da primeira arma

Proposta conhecida como "bolsa pistola" ainda precisa passar por outras duas comissões antes de seguir para votação no plenário.

Redação
Redação

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13 de fevereiro de 2026 ·

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou, na sexta-feira (13), um projeto de lei que cria um incentivo financeiro para a compra da primeira arma de fogo por cidadãos. A proposta, apelidada de "bolsa pistola", ainda passará por outras duas comissões antes de poder ser votada no plenário da Casa.

O projeto estabelece um benefício para aquisição inicial de arma de fogo, mas os detalhes sobre o valor e os critérios de concessão ainda serão definidos em regulamento. A medida é defendida por parlamentares que acreditam no direito ao armamento como forma de defesa pessoal.

Críticas e próximos passos

Durante a tramitação, o projeto recebeu críticas de deputados contrários à proposta. Um dos parlamentares que se posicionou contra argumentou que a medida pode potencializar a violência, em vez de contribuir para a segurança pública. "Estamos criando um incentivo para mais armas circularem, o que historicamente não se mostrou eficaz para reduzir crimes", afirmou o deputado, em discurso na comissão.

Após a aprovação na Comissão de Segurança Pública, o texto seguirá para análise nas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Somente depois do parecer dessas duas instâncias é que a proposta estará apta para votação em plenário.

Contexto e debate sobre posse de armas

A discussão sobre o acesso a armas de fogo no Brasil é recorrente no Congresso Nacional. Nos últimos anos, uma série de decretos e medidas provisórias editadas pelo Executivo facilitaram os requisitos para posse e porte, aumentando o número de registros no Sistema Nacional de Armas (Sinarm).

Dados da Polícia Federal mostram que, entre 2019 e 2025, o número de CACs (Colecionadores, Atiradores e Caçadores) saltou de cerca de 200 mil para mais de 1,5 milhão. Projetos que criam ou ampliam benefícios para este segmento frequentemente dividem opiniões entre especialistas em segurança e parlamentares.

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