Cirurgia de aposentada é adiada no HGP após equipe encontrar material molhado
Procedimento para prótese no quadril foi suspenso para evitar risco de infecção; paciente aguardava há três anos.
A aposentada Célia Barbosa Carvalho, de 65 anos, teve uma cirurgia para colocação de prótese no quadril adiada no último domingo (19) no Hospital Geral de Palmas (HGP). A suspensão ocorreu após a equipe médica identificar que o material instrumental a ser usado no procedimento estava molhado, o que representava risco de infecção para a paciente.
Célia foi diagnosticada com necrose avascular da cabeça do fêmur bilateral, condição que causa falta de irrigação sanguínea no tecido ósseo, dores intensas nos quadris e limitação de movimentos. Ela aguardava pela cirurgia há mais de três anos e conseguiu a marcação após uma decisão judicial.
Falha no checklist de segurança
Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que, durante a conferência do checklist de cirurgia segura, foi verificada não apenas a umidade do material, mas também a ausência de alguns instrumentos necessários. A pasta lamentou o ocorrido e afirmou que o procedimento será remarcado para a próxima semana.
O checklist é uma ferramenta da Organização Mundial da Saúde (OMS) adotada para reduzir erros e complicações. Ele é dividido em três etapas (entrada, timeout e saída) e confirma a identidade do paciente, o procedimento, o local e os materiais antes da incisão.
Revolta e impotência da família
O filho da paciente, Luiz Antônio Carvalho, que a acompanhava, expressou revolta com a situação. "A gente se sente até um pouco impotente por não poder fazer algo por uma pessoa que a gente ama. E que já está há muito tempo buscando fazer essa cirurgia", disse.
Célia Barbosa, que precisará passar por duas cirurgias (quadril direito e esquerdo), questionou a responsabilidade pelo ocorrido. "Em nenhum momento eu defiro a responsabilidade ao médico... Mas eu me pergunto: quem está responsável por isso? E isso vai acontecer quantas vezes?", afirmou a aposentada.
Próximos passos
A SES reforçou que a paciente ainda não havia iniciado o procedimento cirúrgico e que a situação foi esclarecida com os familiares. A pasta se comprometeu a remarcar a cirurgia em até uma semana, garantindo que seja realizada com toda a segurança necessária.
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