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Chefe do PCC solto por desembargador é preso na Bolívia após 6 anos foragido

Chefe do PCC solto por desembargador é preso na Bolívia após 6 anos foragido

Líder da facção criminosa foi capturado em operação conjunta entre polícias brasileira e boliviana.

Redação
Redação

foco em informação atualizada e de interesse público

26 de maio de 2026 ·

Um chefe do Primeiro Comando da Capital (PCC) que estava foragido há seis anos foi preso na Bolívia. O criminoso havia sido solto por decisão de um desembargador e era considerado um dos alvos prioritários da segurança pública.

Captura na fronteira

A prisão ocorreu em uma operação integrada entre a Polícia Federal do Brasil e autoridades bolivianas. O líder do PCC foi localizado em uma cidade próxima à fronteira com o Brasil, onde vivia sob identidade falsa.

De acordo com as investigações, o foragido comandava esquemas de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro para a facção a partir do país vizinho. A captura foi possível após meses de monitoramento e troca de informações entre as forças de segurança.

Decisão judicial controversa

O criminoso havia sido solto em 2020 por um desembargador, em uma decisão que gerou grande polêmica e foi alvo de críticas de autoridades do Judiciário e do Ministério Público. Na época, a soltura foi justificada por supostas irregularidades no processo, mas investigações posteriores apontaram indícios de corrupção.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) investiga o caso e já determinou o afastamento do magistrado responsável pela decisão. A OAB também pediu o afastamento do desembargador que teria "vendido" a decisão judicial em troca de um quadriciclo, conforme revelado em reportagens.

Impacto na segurança pública

A prisão representa um duro golpe contra a cúpula do PCC, que vinha utilizando o foragido para articular novas rotas de tráfico na fronteira oeste do Brasil. Especialistas apontam que a captura pode desestabilizar temporariamente as operações da facção na região.

O criminoso será extraditado para o Brasil nos próximos dias, onde deverá responder por crimes de tráfico de drogas, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A Polícia Federal informou que novas operações estão em andamento para prender outros foragidos da facção.

Próximos passos

O Ministério da Justiça e Segurança Pública afirmou que a prisão é resultado de uma política de cooperação internacional intensificada nos últimos anos. A expectativa é que o foragido seja transferido para um presídio federal de segurança máxima, onde já estão outros líderes do PCC.

A decisão do desembargador que soltou o criminoso continua sendo investigada pelo CNJ, que analisa um possível processo de impeachment contra o magistrado.

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