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Caso de possível estupro em frente a viatura em Palmas segue sem conclusão
Segurança Pública

Caso de possível estupro em frente a viatura em Palmas segue sem conclusão

Dois meses após registro, Polícia Civil investiga crime como estupro de vulnerável; guarda retorna ao cargo e outros dois são alvo de nova sindicância.

Redação
Redação

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24 de abril de 2026 ·

Passados mais de dois meses desde que um suposto estupro foi registrado em frente à base da Guarda Metropolitana de Palmas (GMP) na Praia da Graciosa, o caso segue sem conclusão. A Polícia Civil informou que investiga o ocorrido como estupro de vulnerável, mas o inquérito ainda não foi finalizado.

O caso ocorreu no dia 15 de fevereiro de 2026, quando uma mulher, que apresentava sinais de embriaguez, foi supostamente abusada por um homem que se deitou atrás dela. Toda a situação aconteceu na frente de uma viatura e da base da GMP, e um dos vídeos do crime aparenta ter sido gravado de dentro do posto de segurança.

Investigação e andamento

Em imagens divulgadas nas redes sociais, é possível ver a vítima tentando afastar o suspeito. O homem se apresentou na delegacia um dia após o ocorrido e responde ao caso em liberdade. O nome dele não foi divulgado, e o g1 não conseguiu contato com a defesa. A mulher também foi identificada e prestou depoimento.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou que, por se tratar de investigação em andamento relacionada a crime de violência sexual, o procedimento tramita em segredo de justiça. A pasta não informou qual é o prazo para conclusão do inquérito.

As investigações estão sendo conduzidas pela 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (1ª DEAM – Palmas). Após a conclusão, o inquérito será encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.

Guarda Metropolitana e sindicâncias

Na época do registro do caso, três guardas metropolitanos foram afastados. Segundo a Prefeitura de Palmas, uma sindicância investigativa foi concluída e, com base no relatório final, um dos servidores foi liberado para retornar às atividades.

Na quarta-feira (22), foi instaurada uma nova sindicância, de natureza punitiva, para apuração de supostas infrações disciplinares atribuídas aos outros dois servidores. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados, e o g1 não conseguiu contato com a defesa deles.

O prazo para conclusão da sindicância disciplinar punitiva é de 30 dias, com possibilidade de prorrogação por igual período. Nessa etapa, será apurada de forma individual a conduta dos envolvidos, garantindo o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa.

Nota oficial da Prefeitura

A Prefeitura de Palmas informou que a sindicância investigativa conduzida pela GMP foi concluída dentro do prazo estabelecido. Com base no relatório final e na decisão constante nos autos, um dos servidores anteriormente afastados foi liberado para retorno às atividades.

Nesta quarta-feira, 22, foi instaurada, por meio da Portaria nº 010/2026 – CGMP, sindicância de natureza punitiva para apuração de supostas infrações disciplinares atribuídas aos demais servidores. A apuração segue o devido processo legal, garantindo a ampla defesa, com prazo de até 30 dias, prorrogável por igual período. A gestão municipal reforça que a atuação da GMP observa os princípios da legalidade e da responsabilidade na apuração dos fatos.

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