Carreta submerge no Rio Tocantins e resgate do veículo custará R$ 15 mil
Motorista de 54 anos sobrevive graças a doações após caminhão sem seguro afundar com todos seus pertences.
O motorista Luis Anildo Dias, de 54 anos, natural de Ponta Grossa (PR), assistiu à sua carreta submergir no Rio Tocantins na última sexta-feira (30) e permanece no local do acidente, em Tupiratins, região norte do Tocantins. O veículo, que não possuía seguro, carregava arames e todos os pertences do condutor, que permanecem dentro da cabine submersa.
O resgate do caminhão foi orçado em R$ 15 mil por uma empresa especializada de Araguaína, que dispõe de guinchos e caminhões munk. O custo total dos prejuízos, no entanto, pode ser muito maior, uma vez que danos mecânicos, eletrônicos e estruturais ainda não foram totalmente avaliados.
Falha nos freios causou acidente
O incidente ocorreu quando a carreta, estacionada enquanto Luis aguardava a balsa para travessia, desceu uma ladeira desgovernada e caiu no rio. O motorista relatou ao g1 que, no momento em que saiu do veículo, o sistema de freios do "cavalinho" (parte dianteira do caminhão) teria falhado. A empresa responsável pela travessia informou que a balsa ainda não havia atracado quando o acidente aconteceu.
Um vídeo gravado por testemunhas registrou o desespero de Luis ao ver seu instrumento de trabalho desaparecer na água. Ele foi atendido por uma equipe médica logo após o susto e passa bem fisicamente.
Solidariedade sustenta motorista
Sem recursos para custear o resgate, Luis Anildo Dias tem sobrevivido graças à solidariedade de moradores e de pessoas que acompanharam a repercussão do caso nas redes sociais. "Agora mesmo, um rapaz passou e me deu R$ 100. Uma senhora me deu R$ 20 para o lanche. O pessoal é muito solidário", contou ele, que se apega à fé para superar o momento.
Enquanto planeja como arrecadar os R$ 15 mil necessários, o motorista tenta manter uma perspectiva positiva, valorizando o fato de ter saído ileso do acidente.
Prejuízo total é incalculável
Além do custo do resgate, o prejuízo com os consertos é uma grande incógnita. "O conserto, no momento, eu não tenho como prever, porque, como o caminhão ainda está no fundo, a gente não sabe o que pode ter quebrado", explicou Luis. Ele exemplificou que apenas a troca de uma cabine pode ultrapassar R$ 25 mil, e o módulo eletrônico custa cerca de R$ 15 mil.
Apesar do impacto financeiro significativo, não há previsão para a retirada do veículo das águas do Rio Tocantins, que segue como cenário do infortúnio do motorista paranaense.
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