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Câmara de Praia Norte cassa mandato da prefeita Bruna Gabrielle por irregularidades em contratos

Câmara de Praia Norte cassa mandato da prefeita Bruna Gabrielle por irregularidades em contratos

Gestora é investigada por suspeita de desvio de R$ 4,4 milhões com empresa de fachada; Justiça também afastou a prefeita por 90 dias.

Redação
Redação

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22 de agosto de 2026 ·

A Câmara de Vereadores de Praia Norte cassou o mandato da prefeita Bruna Gabrielle (PSD) por infrações político-administrativas. O decreto legislativo foi publicado nesta sexta-feira (21), após votação em plenário que registrou 7 votos favoráveis, alcançando o quórum de dois terços dos membros da Casa.

A gestora é investigada em um suposto esquema de desvio de recursos públicos operado por meio de contratos fraudulentos. Em junho, a Câmara já havia aceitado dois pedidos de impeachment contra a prefeita, com denúncias de irregularidades em contratos que somam cerca de R$ 4,4 milhões.

Investigação e afastamento judicial

Nesta sexta-feira (21), a Justiça Estadual também decidiu afastar Bruna Gabrielle por mais 90 dias, em decisão do juiz Jefferson David Asevedo Ramos, da 1ª Vara de Augustinópolis. O novo afastamento, segundo o documento, é devido ao risco de comprometimento da instrução processual. Durante esse período, a prefeita continuará recebendo integralmente sua remuneração.

Este é o segundo afastamento da gestora. O primeiro ocorreu em 13 de maio de 2026, com prazo inicial de 90 dias. Após o fim do período, a gestão interina pediu prorrogação, mas o desembargador Marco Villas Boas revogou a decisão anterior, e a liminar perdeu validade.

Esquema de contratos fraudulentos

A prefeita é investigada em um suposto esquema estruturado de desvio de recursos públicos. Segundo o processo, o município teria contratado uma "empresa de fachada" constituída apenas sete dias após o primeiro contrato com a prefeitura. A empresa estaria no nome de uma servidora pública e não teria sede física, funcionários ou maquinário próprio.

As principais irregularidades apontadas incluem falhas no repasse do duodécimo ao Poder Legislativo municipal e irregularidades em contratos que totalizam cerca de R$ 4,4 milhões. Outros dois servidores públicos também são investigados no caso.

Defesa e próximos passos

A defesa de Bruna Gabrielle informou que vai tomar as medidas judiciais cabíveis e que o caso "se trata de uma perseguição política". A gestão interina, que assumiu após o primeiro afastamento, segue no comando do município enquanto a situação jurídica da prefeita não for resolvida.

O processo segue em andamento na Justiça Estadual, com a investigação sobre o suposto esquema de desvio de recursos públicos. A decisão da Câmara de Vereadores, publicada em decreto legislativo, marca o desfecho político do caso, mas a batalha judicial deve continuar nas próximas semanas.

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